Um juiz federal de Miami arquivou em definitivo, neste sábado (31), o processo de US$ 10 bilhões movido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o jornal The Wall Street Journal e o magnata da mídia Rupert Murdoch. A ação reclamava de uma reportagem sobre as ligações de Trump com o financista Jeffrey Epstein, denunciado por crimes sexuais. As informações são do g1 e do Estadão, que cita a agência Associated Press.
O que decidiu o juiz
Segundo os dois relatos, o juiz distrital Darrin Gayles concluiu que Trump não demonstrou que os réus fizeram declarações difamatórias com dolo efetivo, requisito previsto na lei americana para que uma figura pública vença um caso de difamação: é preciso provar que o jornal sabia que a informação era falsa ou agiu com desprezo imprudente pela verdade. Na decisão, segundo o Estadão, o magistrado disse que o presidente estava “se agarrando a qualquer argumento” para tentar fabricar falhas na reportagem.
O arquivamento é definitivo: na Justiça americana, isso impede que o mesmo caso seja apresentado outra vez. Gayles já havia rejeitado a ação em abril, mas permitira que Trump reformulasse a queixa, o que foi feito em maio. Neste sábado, o juiz considerou as alegações de má-fé vagas e, por vezes, insuficientes para sustentar o pedido. Ele observou ainda que a reportagem não ignorou a negativa de Trump: informou aos leitores que o presidente contestava a autenticidade da carta e negava ser o autor.
A reportagem que motivou a ação
O texto foi publicado pelo jornal no ano passado e descreve uma carta de conteúdo sexualmente sugestivo, com o nome de Trump e o contorno desenhado à mão de uma mulher nua, que estaria num álbum compilado em 2003 para o aniversário de 50 anos de Epstein. Segundo o jornal, o álbum teria sido guardado por Ghislaine Maxwell, socialite britânica hoje condenada pela Justiça. Trump nega ter escrito o material e classificou a reportagem como falsa, maliciosa e difamatória.
O que não está claro
- As reportagens lidas não informam se Trump vai recorrer nem trazem manifestação do jornal ou de Murdoch sobre a decisão.
- O texto da decisão não foi consultado diretamente; o que está acima vem do g1 e do Estadão, que coincidem nos pontos centrais.
- A decisão trata da acusação de difamação contra o jornal. Ela não julga se a carta é autêntica.
A decisão sai três dias antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, marcadas para terça-feira (3).






















