O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia dar um ministério ao PT de Minas Gerais no próximo governo, segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil. O principal cotado, caso o diretório mineiro seja contemplado, é o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).
Conforme a reportagem, Lula elogiou a atuação do partido no estado, em especial a virada sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre o primeiro e o segundo turno. Também pesa a eleição da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) para o Senado, a única do partido eleita para a Casa nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Uma reunião do PT mineiro para tratar do assunto está prevista para os próximos dias.
O nome cotado
Reginaldo Lopes foi reeleito para o sétimo mandato na Câmara e, no atual governo, esteve à frente de textos da reforma tributária e foi um dos autores da proposta de emenda constitucional do fim da escala 6×1. Segundo a CNN Brasil, ele tem dito a aliados que atenderia a um chamado de Lula, mas que prioriza agora a atuação parlamentar. Interlocutores do PT mineiro afirmam que o partido não cobra o presidente, mas lembram uma “dívida” do mandato passado e dizem que o deputado abriu mão duas vezes de disputar o Senado e contribuiu muito para a campanha.
E o PSD de Minas
O outro mineiro da Esplanada atual, Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia, também manifesta a aliados a expectativa de permanecer no governo, ainda que em outra pasta. Segundo a reportagem, ele é próximo de Gilberto Kassab, abriu mão de disputar eleições em Minas, e são ventiladas as opções de Defesa, Agricultura e Segurança.
O que ainda está em aberto
A CNN Brasil descreve um “xadrez” para Lula: distribuir cargos ao centrão, prestigiar aliados do PT fundamentais na eleição e realocar parlamentares sem mandato, com vagas possivelmente insuficientes. A escolha tende a ser estratégica e deve levar algumas semanas, segundo aliados. Não há, nas informações lidas, anúncio oficial do Planalto nem manifestação de Reginaldo Lopes ou de Silveira; trata-se de avaliação de bastidor, não de decisão. A articulação com o centrão está em outra matéria deste portal.






















