Economia

Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, menor taxa para o período desde 2012

Pnad Contínua do IBGE aponta 5,6 milhões de desocupados e recorde de 103,6 milhões de ocupados; rendimento médio real fica estável no trimestre e sobe 3,6% em 12 meses.

Candidatos reunidos no pátio da Casa dos Conselhos Municipais, em Porto Alegre, durante mutirão de vagas de emprego, em 2017.
Candidatos em mutirão de vagas de emprego na Casa dos Conselhos Municipais, em Porto Alegre, em 25/7/2017. Foto de arquivo: Brayan Martins/Prefeitura de Porto Alegre — uso livre com crédito. A imagem não registra a pesquisa do IBGE nem o período de 2026. Origem da fotografia.

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE. É o menor nível para um terceiro trimestre desde 2012, início da série. A queda é de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho (5,4%) e de 0,4 ponto em relação ao mesmo período de 2025 (5,6%).

Os números do trimestre

  • Desocupados: 5,6 milhões de pessoas, 4% (234 mil) a menos que no trimestre anterior e 6,9% (417 mil) a menos que um ano antes.
  • População ocupada: 103,6 milhões, a maior da série, com alta de 0,6% no trimestre e de 1,2% em um ano.
  • Setor público: 13,2 milhões de empregados, também recorde; estável no trimestre e 2,5% acima de um ano antes (mais 317 mil pessoas).
  • Carteira assinada no setor privado (sem domésticos): 39,4 milhões, estável no trimestre e no ano. Sem carteira (13,7 milhões), conta própria (26,1 milhões) e domésticos (5,4 milhões) também ficaram estáveis.
  • Desalentados (que desistiram de procurar emprego): 2,5 milhões, alta de 7,5% no trimestre e queda de 6,8% em um ano.
  • Rendimento real habitual: R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% maior em um ano (mais R$ 131). A massa de rendimento, de R$ 387,5 bilhões, é a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% em 12 meses.

O que o dado diz e o que não diz

O recorde de ocupados e a queda da taxa convivem com estabilidade dos empregos com carteira no setor privado: entre as categorias de posição na ocupação, a única com alta anual apontada nos relatos foi a do setor público. O aumento de 7,5% no número de desalentados no trimestre é um ponto de atenção, ainda que o contingente esteja menor que o de um ano atrás. A Pnad Contínua é uma pesquisa por amostra e trabalha com margens de erro, de modo que variações pequenas, como a de 0,2 ponto no trimestre, devem ser lidas com cautela.

O dado chega no momento em que o governo Lula discute o tamanho do ajuste das contas públicas e em que o endividamento das famílias bate recorde, segundo o Banco Central. Este portal não conseguiu acessar a página de divulgação do IBGE (resposta 403) e baseou os números nos relatos do g1 e do Poder360 sobre a Pnad Contínua, que coincidem entre si.

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