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Livro de policial que vigiou Lula atribui ao petista ofensas a ministros do STF

Em "Banho de Sol", Jorge Chastalo Filho reproduz falas atribuídas a Lula na prisão em Curitiba sobre Fux, Fachin e Cármen Lúcia; a resposta do presidente não constava nas fontes consultadas.

Lula, de terno cinza, cumprimenta um ministro de toga no plenário do Supremo Tribunal Federal
Lula no plenário do Supremo Tribunal Federal, na sessão solene de posse de Edson Fachin na presidência da Corte, em 29/9/2025. Foto de arquivo: Lula Oficial — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra as falas descritas no livro. Origem da fotografia. Condição de uso.

O livro Banho de Sol – os 580 dias de Lula na prisão, lançado na terça-feira (3), reproduz falas que o autor, o policial federal Jorge Chastalo Filho, atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre ministros do Supremo Tribunal Federal. São relatos de um terceiro sobre conversas ocorridas entre 2018 e 2019, sem gravação ou confirmação independente, e a resposta de Lula não constava nas fontes consultadas.

O que o livro relata

  • Luiz Fux: segundo o policial, Lula disse que nunca confiou nele e o chamou de “canalha”, afirmando que Fux o procurava com frequência quando ele era presidente e que foi nomeado por Dilma Rousseff por indicação de Antonio Palocci e de Sérgio Cabral.
  • Cármen Lúcia: indicada por Lula em 2006, ela é descrita por ele, segundo o autor, como uma “falsa humilde” que o teria procurado falando em gratidão. Em outro trecho, Lula teria dito ter dormido um dia com “muito ódio” dela e a chamado de “miserável”.
  • Edson Fachin: o autor relata que Lula dizia desconfiar dele desde antes da nomeação, que ele não o indicou durante o próprio mandato por falta de confiança e que o xingou com palavrão. Fachin preside o STF desde setembro de 2025.

Como o livro surgiu

A obra, publicada pela WMF Martins Fontes com edição de Lino Bocchini, reúne o diário de Chastalo, que acompanhou os 580 dias em que Lula esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019. As conversas aparecem como lembranças registradas pelo policial; o texto indica que Lula demonstrava insatisfação com ministros que chegaram ao Supremo por indicação sua ou de Dilma.

O que ainda não há

Os ministros citados não se manifestaram nas fontes consultadas, e as frases não foram confirmadas por outra pessoa presente. Relato de memória ou de diário não equivale a registro oficial; o que se pode afirmar é o que o autor diz ter ouvido.

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