O União Brasil vai liberar seus filiados para integrar o governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada na tarde desta quinta-feira (29), com informações de integrantes da cúpula da legenda ouvidos sob reserva. A decisão ainda não foi anunciada: caberá ao presidente do partido, Antônio Rueda, comunicá-la na próxima semana.
O que muda
Segundo a Folha, a ideia é destravar as conversas do governo com núcleos do partido a partir do anúncio. Hoje a legenda está na oposição: apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, ao lado do PP, com o qual forma a federação União Progressista. De acordo com a reportagem, é a legenda do centrão mais próxima do bolsonarismo, e as duas siglas foram as primeiras a declarar apoio ao senador na etapa final da disputa.
De onde vem o rompimento
Em setembro de 2025, a federação União-PP deixou o governo Lula, e a orientação foi para que filiados com mandato eletivo entregassem os cargos que ocupavam na máquina federal. A ordem dividiu o partido: o então ministro do Turismo, Celso Sabino, resistiu a sair, foi expulso do União Brasil e migrou para o PDT. A pasta passou a ser comandada por outro nome, para manter o apoio da ala governista da sigla, conforme a Folha.
O que ainda é incerto
Liberar filiados não equivale a um acordo de governo nem a indicação de ministros: a reportagem trata de uma intenção ainda sem anúncio oficial, e o Os Poderes não encontrou, nas fontes lidas, manifestação pública de Rueda ou do Planalto. O texto da Folha é para assinantes e foi lido na parte aberta ao leitor. Lula, por sua vez, avalia a composição do ministério com cuidado para não montar uma equipe apenas de derrotados (veja a matéria sobre a montagem da equipe).






















