Governo

União Brasil vai liberar filiados para integrar o governo Lula, diz reportagem

Partido que rompeu com o Planalto em 2025 e apoiou Flávio Bolsonaro no 2º turno teria decisão anunciada na próxima semana, segundo integrantes da cúpula ouvidos sob reserva.

Lideranças de União Brasil e PP reunidas em um palco diante de painel azul com o nome União Progressista, no Salão Negro do Congresso.
Lançamento da federação União Progressista, no Salão Negro do Congresso, em Brasília, em 29/4/2025. Foto de arquivo: Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra a decisão atual do partido. Origem da fotografia. Condição de uso.

O União Brasil vai liberar seus filiados para integrar o governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada na tarde desta quinta-feira (29), com informações de integrantes da cúpula da legenda ouvidos sob reserva. A decisão ainda não foi anunciada: caberá ao presidente do partido, Antônio Rueda, comunicá-la na próxima semana.

O que muda

Segundo a Folha, a ideia é destravar as conversas do governo com núcleos do partido a partir do anúncio. Hoje a legenda está na oposição: apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, ao lado do PP, com o qual forma a federação União Progressista. De acordo com a reportagem, é a legenda do centrão mais próxima do bolsonarismo, e as duas siglas foram as primeiras a declarar apoio ao senador na etapa final da disputa.

De onde vem o rompimento

Em setembro de 2025, a federação União-PP deixou o governo Lula, e a orientação foi para que filiados com mandato eletivo entregassem os cargos que ocupavam na máquina federal. A ordem dividiu o partido: o então ministro do Turismo, Celso Sabino, resistiu a sair, foi expulso do União Brasil e migrou para o PDT. A pasta passou a ser comandada por outro nome, para manter o apoio da ala governista da sigla, conforme a Folha.

O que ainda é incerto

Liberar filiados não equivale a um acordo de governo nem a indicação de ministros: a reportagem trata de uma intenção ainda sem anúncio oficial, e o Os Poderes não encontrou, nas fontes lidas, manifestação pública de Rueda ou do Planalto. O texto da Folha é para assinantes e foi lido na parte aberta ao leitor. Lula, por sua vez, avalia a composição do ministério com cuidado para não montar uma equipe apenas de derrotados (veja a matéria sobre a montagem da equipe).

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