Greg Bovino, ex-chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, defendeu a operação de deportação em Minneapolis e descreveu a retirada dos agentes da cidade como uma “rendição” do governo Trump, em entrevista à BBC publicada em 24 de outubro. Bovino, de 56 anos, foi afastado do cargo pouco depois das mortes a tiros dos cidadãos americanos Renee Good e Alex Pretti, em janeiro. Os dois casos, gravados em vídeo, provocaram reação bipartidária e protestos. Trump disse então que ia “desescalar um pouco” e retirou centenas de agentes de imigração da cidade.
Bovino afirmou à BBC que não está respondendo a uma ação movida pela família da mulher morta e pareceu minimizar o processo, dizendo que as pessoas processam o tempo todo. No início de outubro, a família de Good ajuizou duas ações civis contra o governo, por morte injusta e conspiração para violar direitos civis de manifestantes; uma delas cita Bovino e o agente que atirou em Good, Jonathan Ross.
Provas nas investigações estaduais
Autoridades de Minnesota disseram em documentos judiciais que o governo federal parou de compartilhar provas com os investigadores estaduais das mortes de Good e de Pretti, segundo o Guardian. O estado processou o governo Trump em março para ter acesso ao material e investigar de forma independente. Good, de 37 anos, foi baleada por um agente do ICE ao dirigir durante um protesto; Pretti, também de 37, foi morto por um agente da Patrulha de Fronteira ao socorrer outro manifestante.
A reportagem consultada não traz resposta do governo federal ao que foi dito pelo estado nem a posição dos agentes citados nas ações.






















