O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou neste domingo (25) que a frota municipal de ônibus tenha circulado abaixo do equivalente a um dia útil durante o segundo turno e disse que ela operava até acima da demanda, segundo o Poder360, com base em informações da CNN Brasil e da Folha de S.Paulo. A SPTrans, empresa municipal que gerencia o sistema, reconheceu porém que houve dificuldades para refazer escalas e jornadas de trabalho em prazo curto.
Em nota, a prefeitura afirmou que recebeu a notificação da Justiça Eleitoral no sábado (24), às 13h32, e que a SPTrans comunicou em seguida as concessionárias dos 32 lotes operacionais da cidade. A circular pedia frota e programação de dia útil e reserva técnica de pelo menos 10%, com prioridade para terminais e linhas das periferias das zonas leste, sul e norte. Segundo a SPTrans, as escalas já previam folga dos trabalhadores para que pudessem votar, o que tornou a mudança mais complexa.
O pedido de prisão
A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, por descumprimento da ordem de colocar 100% da frota nas ruas. Como alternativa, pede que os dois sejam levados à PF para termo circunstanciado e que seja avaliado o afastamento deles das funções até o fim da votação.
A petição cita reportagem do Metrópoles segundo a qual, às 13h20, 9.892 dos 13.790 ônibus da frota municipal circulavam e 3.898 estavam nas garagens, conforme o aplicativo Infobus. A decisão judicial de sábado previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado. O Poder360 procurou Caldeira e Borges e não teve resposta até a publicação da reportagem. As reportagens consultadas pelo Os Poderes, até as 18h36, não registram decisão sobre o pedido de prisão.
A falta de ônibus em São Paulo e na Bahia foi um dos argumentos que levaram o ministro Cristiano Zanin, do STF, a prorrogar a votação até as 19h. A Polícia Federal apura possíveis crimes ligados ao transporte em cinco estados, entre eles São Paulo.






















