O avião que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família a Miami não sobrevoou o território brasileiro, segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicada às 9h24 desta quarta-feira (28). A colunista acompanhou o trajeto pelo site FlightRadar e escreve que o Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, deixou a Argentina e passou pelo Paraguai, pela Bolívia e pelo Peru, com parada para reabastecimento no Equador.
O que a coluna afirma
De acordo com o texto, a rota foi desviada para evitar uma eventual intervenção da Força Aérea Brasileira (FAB): a coluna lembra que a lei permite à FAB interceptar aeronaves suspeitas que sobrevoem o país e exigir que pousem antes de seguir viagem, e diz que, nessa hipótese, o senador poderia ser preso. A coluna escreve, no momento em que foi publicada, que na reta final o avião deveria sobrevoar Panamá e Cuba. O voo pousou em Miami às 10h24, segundo O Globo.
Ressalvas
A explicação para o desvio é uma interpretação da coluna: Os Poderes não encontrou, nas fontes lidas, declaração da FAB, da empresa de aviação ou da tripulação sobre o motivo da rota. Em outra reportagem, a Folha informa que não havia ordem para prender Flávio nem determinação explícita de que ele não pudesse sair do país, como mostra esta matéria, o que limita a hipótese de uma prisão a bordo.
Sobre a aeronave, O Globo diz que ela pertence à empresa argentina Baires Fly, de fretamento. O mapa que ilustra esta matéria liga os pontos informados com arcos e não é o traçado real do voo.






















