STF

Quais são os inquéritos contra Flávio Bolsonaro no STF

Dois casos tratam do filme Dark Horse e de uma casa de apostas; um terceiro, de calúnia contra Lula. Investigação não é condenação, e a defesa não foi localizada na reportagem.

O ministro Alexandre de Moraes fala ao microfone sentado a uma mesa, ao lado de outros participantes de uma reunião
O ministro Alexandre de Moraes em cerimônia em Brasília, em 29/07/2026. Foto de arquivo: Luiz Silveira/STF — domínio público. A imagem não registra a decisão sobre o passaporte de Flávio Bolsonaro. Origem da fotografia.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que chegou a Miami nesta quarta-feira (28) depois de descumprir a ordem do STF para entregar os passaportes, é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal e responde a um terceiro inquérito, por calúnia, segundo levantamento do g1. Nenhuma resulta, até agora, em condenação. Este texto resume o que o g1 relata sobre cada caso.

O caso do filme “Dark Horse”

Sob relatoria do ministro André Mendonça, Flávio é investigado pela possível prática de crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração mira repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção, segundo o g1.

Lavagem de dinheiro e casa de apostas

Outro inquérito, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura se o senador cometeu lavagem de dinheiro usando uma casa de apostas. Segundo o g1, a Polícia Federal quebrou o sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou e-mails que indicavam que o senador foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de Tomaz. No relatório, ainda segundo o g1, a PF afirma haver “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato” de Tomaz sobre a Rede Loto, a primeira a obter autorização estadual da Loterj para explorar apostas esportivas de cota fixa no Rio. A reportagem lida não traz resposta de Flávio ou de Tomaz a esses pontos.

Calúnia contra Lula

Flávio também responde a inquérito no STF por calúnia contra o presidente reeleito Lula, por uma postagem no X de 3 de janeiro de 2026 que atribuía a Lula crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em julho, a PF cancelou o depoimento do senador sobre o caso depois que a defesa apresentou esclarecimentos, segundo o g1.

E o foro privilegiado?

O mandato de Flávio termina em 2027, e, derrotado nas urnas, ele deixará o cargo público. Segundo o g1, em 2025 o STF decidiu que o foro é mantido após o fim do mandato quando o crime investigado foi praticado durante o exercício do cargo e tem relação com as funções desempenhadas; advogados criminalistas ouvidos pela reportagem avaliam que os dois casos devem permanecer no Supremo, porque o senador supostamente usou o “prestígio” do cargo para obter vantagens.

O que falta

Os Poderes leu apenas a reportagem do g1 (publicada em 27/10 e atualizada em 28/10) e não teve acesso aos autos, que correm no STF; as informações sobre e-mails e relatório da PF são do g1. Faltam as manifestações da defesa do senador e de Tomaz. Sobre a viagem e a ordem sobre os passaportes, veja a matéria principal e a decisão de Moraes.

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