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Nunes nega falta de ônibus em SP; campanha de Lula pede prisão de secretário

Petição da federação do PT cita 9.892 dos 13.790 ônibus em circulação às 13h20, contra ordem judicial de frota integral; prefeito diz que a frota operava acima da demanda.

Ônibus municipal amarelo e cinza da SPTrans, da empresa Metrópole Paulista, parado em uma via de São Paulo sob uma passarela metálica

Ônibus do sistema municipal da SPTrans em São Paulo, em 25 de março de 2026. Foto de arquivo: MacGyver Santista/Wikimedia Commons — CC0. A imagem não registra a circulação de ônibus no dia do segundo turno. Origem da fotografia. Condição de uso.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou neste domingo (25) que a frota municipal de ônibus tenha circulado abaixo do equivalente a um dia útil durante o segundo turno e disse que ela operava até acima da demanda, segundo o Poder360, com base em informações da CNN Brasil e da Folha de S.Paulo. A SPTrans, empresa municipal que gerencia o sistema, reconheceu porém que houve dificuldades para refazer escalas e jornadas de trabalho em prazo curto.

Em nota, a prefeitura afirmou que recebeu a notificação da Justiça Eleitoral no sábado (24), às 13h32, e que a SPTrans comunicou em seguida as concessionárias dos 32 lotes operacionais da cidade. A circular pedia frota e programação de dia útil e reserva técnica de pelo menos 10%, com prioridade para terminais e linhas das periferias das zonas leste, sul e norte. Segundo a SPTrans, as escalas já previam folga dos trabalhadores para que pudessem votar, o que tornou a mudança mais complexa.

O pedido de prisão

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, por descumprimento da ordem de colocar 100% da frota nas ruas. Como alternativa, pede que os dois sejam levados à PF para termo circunstanciado e que seja avaliado o afastamento deles das funções até o fim da votação.

A petição cita reportagem do Metrópoles segundo a qual, às 13h20, 9.892 dos 13.790 ônibus da frota municipal circulavam e 3.898 estavam nas garagens, conforme o aplicativo Infobus. A decisão judicial de sábado previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado. O Poder360 procurou Caldeira e Borges e não teve resposta até a publicação da reportagem. As reportagens consultadas pelo Os Poderes, até as 18h36, não registram decisão sobre o pedido de prisão.

A falta de ônibus em São Paulo e na Bahia foi um dos argumentos que levaram o ministro Cristiano Zanin, do STF, a prorrogar a votação até as 19h. A Polícia Federal apura possíveis crimes ligados ao transporte em cinco estados, entre eles São Paulo.

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