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Votação prorrogada por Zanin termina às 19h, e TSE retoma a totalização

Ministro do STF atendeu a reclamação da coligação de Lula sobre falta de ônibus na Bahia e limitou a prorrogação às seções ainda abertas. Com o fim da votação, o TSE voltou a receber boletins de urna às 19h; primeiros números ainda não têm valor de tendência.

O ministro Cristiano Zanin, de óculos redondos e terno azul, sentado em sessão plenária do Supremo Tribunal Federal
O ministro Cristiano Zanin em sessão plenária do STF, em Brasília, em 17 de junho de 2026. Foto: Rosinei Coutinho/STF — domínio público. Origem da fotografia.

A votação do segundo turno terminou às 19h deste domingo (25), pelo horário de Brasília, nas seções que seguiram abertas por ordem do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Com o encerramento, o Tribunal Superior Eleitoral retomou às 19h o recebimento dos boletins de urna, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados, segundo a CNN Brasil. A totalização estava suspensa desde o fim da tarde por causa da prorrogação.

No sistema oficial de resultados, conferido às 19h05, o painel da disputa presidencial mostrava 1.909 seções totalizadas, 0,38% do total de 499.248, com a marca de última atualização ainda às 17h07. É um número sem valor de tendência: Os Poderes só publicará percentuais dos candidatos quando a apuração avançar. Até as 19h05, o TSE não tinha publicado em seu portal nota própria sobre a retomada.

Zanin havia determinado, na tarde de domingo, que a votação seguisse até as 19h; o encerramento estava marcado para as 17h. Pouco antes das 18h, em nova decisão, ele restringiu a prorrogação às seções cujas urnas ainda não tinham sido fechadas. O presidente do TSE, Nunes Marques, orientou em seguida que as seções abertas continuassem funcionando até as 19h.

TSE orienta cumprimento da decisão

Segundo a CNN Brasil, que publicou o comunicado às 18h07, Nunes Marques orientou que as seções eleitorais ainda abertas permanecessem em funcionamento até as 19h, “em estrito cumprimento à determinação judicial”, e pediu a adoção imediata das providências necessárias. Antes do comunicado, entre as 17h e as 18h, mesários e eleitores relataram informações desencontradas: em alguns locais escolas reabriram os portões, em outros a votação foi encerrada no horário original, de acordo com a CNN.

Urnas já fechadas não reabrem

A primeira decisão, das 17h01, mandava estender a votação em “todas as seções de todo o Brasil”. Como a ordem saiu depois do horário oficial de encerramento, parte das seções já tinha encerrado a votação. Na segunda decisão, noticiada pela CNN Brasil às 18h03, Zanin determinou que a medida seja cumprida “nos locais onde as urnas não foram fechadas”. Segundo a CNN, os votos recebidos nas urnas já encerradas serão computados e totalizados normalmente.

No Distrito Federal, dezenas de seções fecharam as urnas, transmitiram os resultados e liberaram os mesários antes de saberem da prorrogação. O Tribunal Regional Eleitoral do DF disse que, até as 17h45, não havia recebido comunicação oficial do TSE e lembrou que urnas encerradas não podem ser reabertas, segundo o g1. Em Mato Grosso do Sul, também de acordo com o g1, não houve prorrogação porque as urnas já estavam fechadas e não havia filas.

PF apura falhas no transporte em cinco estados

A Polícia Federal investiga possíveis crimes ligados à oferta de transporte público durante a votação na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe e em Alagoas. Em entrevista coletiva neste domingo, o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Denis Cali, disse que a corporação colhe depoimentos e atua com os TREs, o Ministério Público Eleitoral e as polícias estaduais. Só Sergipe tem inquérito instaurado, segundo a CNN Brasil. Na mesma entrevista, a Polícia Rodoviária Federal informou 27 interdições em rodovias ao longo do dia (oito totais e 19 parciais).

O que diz a decisão

A decisão foi tomada na Reclamação 101.673, apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra as prefeituras de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A coligação afirma que as três cidades não ofereceram frota de transporte público suficiente para levar eleitores aos locais de votação. Isso descumpriria o entendimento do STF na ADPF 1.013, que garante transporte coletivo gratuito nos dias de eleição.

Zanin escreveu que os fatos chegaram ao Supremo às 16h32 e que havia “urgência evidente na medida”. A ordem foi estendida ao país inteiro, embora a reclamação tratasse só de três municípios baianos. O ministro deu à decisão força de mandado e ofício. O texto tem duas páginas e não discute os pedidos das campanhas para outros estados.

Os pedidos das duas campanhas

As duas candidaturas haviam pedido mais tempo de votação ao TSE, cujo presidente é o ministro Nunes Marques. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) pediu primeiro a prorrogação até as 19h nas três cidades baianas, alegando redução de mais de 50% na frota de ônibus. Depois, estendeu o pedido a localidades de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Na capital paulista, a petição diz que só cerca de 60% dos ônibus circulavam, apesar de ordem judicial para frota integral. Por fim, a coligação recorreu ao STF.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE a prorrogação em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia. Pediu também que os resultados da eleição presidencial só fossem divulgados depois do fim da votação nos locais beneficiados, segundo o Poder360.

Zanin foi indicado ao Supremo por Lula em 2023 e foi advogado do presidente antes disso.

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