A Casa Branca rejeitou na quinta-feira (6) a informação de que pretende afastar o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, pressionados depois da derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de terça (3). Segundo reportagem, o próprio presidente Donald Trump e o vice, JD Vance, disseram publicamente que a guerra no Irã foi um motivo central do resultado nas urnas, e os dois secretários tiveram papel de destaque nesse conflito.
O que se sabe sobre Hegseth
- Impeachment: deputados sugeriram levar adiante o pedido de abertura de processo contra o secretário, apresentado em setembro pelo republicano Thomas Massie, crítico de Trump. Segundo a reportagem, o pedido poderia ser levado a plenário já na semana que vem. Pedido não é votação nem decisão da Câmara.
- Argumentos do pedido: a ação cita o suposto exagero de Hegseth sobre a capacidade americana de vencer a guerra com rapidez e a defesa de uma escalada que teria comprometido parte do arsenal estratégico, sem sinal de que os bombardeios aproximavam o Irã de uma rendição. São alegações do autor do pedido.
- Resposta do Pentágono: o porta-voz-chefe, Sean Parnell, afirmou em comunicado que o secretário está “100% comprometido” em chefiar o departamento até o fim do mandato de Trump e não vai se intimidar com “investigações falsas”.
- Trump: em entrevista à ABC News, o presidente disse ter recebido ligações sobre o secretário de Estado, mas que pretende mantê-lo no cargo. A reportagem registra que a Casa Branca não fez movimento para responsabilizar Hegseth.
O que se sabe sobre Rubio
- Relato contestado: fontes ouvidas por uma agência de notícias disseram que Rubio discutia com assessores opções para o futuro, inclusive deixar o governo. A porta-voz da Casa Branca, Beni Rae Harmony, chamou a informação de “farsa inventada”, espalhada por fontes anônimas. O OsPoderes já havia registrado o episódio na matéria de quinta (5).
- Posição do secretário: em entrevista ao New York Times, Rubio disse não saber de onde partiu a informação e que “trabalhar para Trump até o fim do mandato” sempre foi seu plano.
- Cálculo político: a reportagem observa que ministros costumam deixar o governo quando o mandato entra na fase final, e que uma saída tiraria Rubio do alvo imediato dos democratas, que, com mais força no Congresso, podem investigar iniciativas como os ataques a supostas embarcações do narcotráfico no Caribe. Quem fosse indicado para a vaga enfrentaria escrutínio ainda maior. Pessoas próximas a ele avaliam que pode ficar fora da disputa interna pela sucessão de Trump, sobretudo se Vance concorrer.
Outras mudanças no governo
- Houve saídas de menor influência: o procurador Jason Reding Quiñones, designado para uma controversa investigação sobre suposta conspiração envolvendo adversários de Trump em Miami, e John Eisenberg, chefe da divisão de segurança nacional do Departamento de Justiça, renunciaram.
- Um jornal americano publicou que Trump poderia afastar o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, ou o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, que orientaram a condução da guerra. A informação não foi confirmada pela Casa Branca nas fontes lidas.
O que está pendente
- Se a Câmara levará o pedido contra Hegseth a plenário na semana que vem e com que resultado.
- Se Rubio ou Hegseth permanecem no cargo; até a madrugada de sábado (7), ambos e a Casa Branca negavam saídas.
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A foto é de arquivo (22/10/2025) e não registra os fatos desta semana.






















