Economia

Dólar fecha a R$ 5,5087, maior valor do ano; Ibovespa sobe 1,39%

Moeda sobe 0,37% após o payroll dos EUA vir acima do esperado; Bolsa fecha aos 168.498 pontos, e investidores aguardam o pronunciamento de Lula no domingo (8).

Operadores diante do painel de cotações da antiga Bolsa de Valores de São Paulo

Painel de cotações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em abril de 2007. Foto de arquivo: Rafael Matsunaga — CC BY 2.0. A imagem não registra o pregão desta sexta-feira (6). Origem da fotografia. Condição de uso.

O dólar comercial fechou a sexta-feira (6) em alta de 0,37%, a R$ 5,5087, o maior valor de fechamento do ano, e o Ibovespa subiu 1,39%, aos 168.498,45 pontos. A moeda reagiu ao relatório de empregos (payroll) dos Estados Unidos, que veio bem acima do esperado e reforçou a aposta em juros altos por mais tempo no país. No Brasil, o mercado segue cético com o ajuste fiscal e espera o pronunciamento de Lula no domingo (8).

O que mexeu com o mercado

  • Payroll: o Departamento do Trabalho dos EUA informou a criação de 165 mil vagas em outubro, contra expectativa de 60 mil na pesquisa Projeções Broadcast; a taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1%. Para o gestor Vinicius Flores, da Stratton Capital Nova York, o dado reforça a expectativa de nova alta de juros pelo Federal Reserve em dezembro; é opinião de um participante do mercado, não decisão do banco central americano.
  • Balança comercial: o superávit de outubro foi de US$ 9,318 bilhões, acima da mediana de US$ 9,14 bilhões, com exportações de US$ 37,807 bilhões e importações de US$ 28,490 bilhões. Veja a matéria sobre os dados.
  • Nova York: o S&P 500 subiu 0,31% e o Nasdaq, 1,09%, enquanto o Dow Jones caiu 0,46%. Na sessão anterior, as Bolsas chegaram a cair até 5%, pressionadas pelas ações de tecnologia, em meio à precificação de regras mais duras para a inteligência artificial e de trava na expansão de data centers depois da vitória democrata nas eleições legislativas.
  • Juros no Brasil: na quinta (5), o Copom manteve a Selic em 13,75%, e o Ibovespa caiu 0,82%.

O ceticismo com o fiscal

A equipe econômica afirma preparar um pacote de medidas para cumprir o centro da meta fiscal, mas a estrategista Rebecca Nossig, da Nomad, diz que a reação dos investidores segue marcada pelo ceticismo: o mercado cobra detalhes sobre o contingenciamento de despesas e avalia que a credibilidade dependerá da aprovação de projetos impopulares no Congresso. Lula disse que o pobre não pagará a conta do ajuste e que as medidas virão depois da viagem. Segundo informação apurada pela cobertura de mercado, ele deve dizer no domingo que seguirá perseguindo as metas fiscais sem deixar de cumprir promessas de campanha; o conteúdo do pronunciamento ainda não é oficial. Veja também o possível adiamento da reforma tributária.

Foto de arquivo do painel da Bovespa, em 2007; a imagem não registra o pregão desta sexta.

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