A balança comercial brasileira fechou outubro de 2026 com superávit de US$ 9,32 bilhões, alta de 39,4% sobre o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 37,81 bilhões (+20%) e as importações, US$ 28,49 bilhões (+14,8%).
O que puxou o resultado
A indústria extrativa liderou: as vendas do setor subiram 53,5%, para US$ 11,52 bilhões, o que representa US$ 4,01 bilhões a mais que em outubro de 2025. As exportações de óleos brutos de petróleo cresceram 122,6% (mais US$ 4,70 bilhões), e as de óleos combustíveis, 164,5% (mais US$ 1,12 bilhão). A agropecuária avançou 12,8%, para US$ 7,63 bilhões, e a indústria de transformação, 7,7%, para US$ 18,38 bilhões. Entre os produtos agrícolas, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, citou cereais, farelo de soja, soja em grão e celulose.
Estados Unidos, China e Europa
- Estados Unidos: as exportações subiram 87% em outubro, para US$ 4,32 bilhões (mais US$ 2,01 bilhões), com petróleo e carne bovina. As importações vindas do país cresceram 28,6%, para US$ 5,10 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, porém, a corrente de comércio com os EUA ainda é 1,8% menor que a de um ano antes, em US$ 68,62 bilhões.
- União Europeia: as exportações brasileiras avançaram 32%, para US$ 6,04 bilhões; as importações, 8%, para US$ 4,70 bilhões.
- China: as exportações recuaram 5,3%, para US$ 8,59 bilhões, enquanto as importações subiram 17,1%, para US$ 7,53 bilhões. No acumulado do ano, a corrente de comércio com os chineses cresceu 10,3%, para US$ 159,25 bilhões.
Acumulado do ano
De janeiro a outubro, o superávit é de US$ 71,04 bilhões, alta de 34,1% sobre o mesmo período de 2025. As exportações somam US$ 321,88 bilhões (+11,2%) e as importações, US$ 250,84 bilhões (+6,1%); a corrente de comércio chegou a US$ 572,73 bilhões (+8,9%).
Cautela sobre o tarifaço
Ao comentar o salto das vendas aos EUA, Brandão ponderou que ainda não é possível afirmar que os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump tenham sido superados.






















