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Presidente do Supremo da Bolívia diz ter fugido; há mandado de prisão

Romer Saucedo, investigado por suposta ligação com o narcotráfico, afirma ser alvo de perseguição e diz que só volta quando sua vida deixar de correr perigo; ele nega as acusações e não renunciou.

Prédio do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, em Sucre, com arco, cúpula e torre
Sede do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, em Sucre, em setembro de 2025. Foto de arquivo: Parallelepiped09 — CC BY-SA 4.0. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, anunciou na quarta-feira (4) que deixou o país. Em post no X, escreveu que tomou a decisão “mais dura da sua vida” e que será mais útil fora da Bolívia do que “em uma prisão ou morto”. Não há informação sobre o paradeiro dele.

O que se sabe

  • Investigação: Saucedo, de 38 anos, é investigado por suposta ligação com o narcotráfico. Segundo um jornal boliviano, um mandado de prisão foi expedido em 3 de novembro, e os promotores citaram indícios suficientes de envolvimento, risco de fuga e de obstrução da Justiça. Há também mandado contra a irmã dele, Ana Gabriela. São apurações em curso, sem julgamento e sem condenação.
  • Defesa: o magistrado afirma ser alvo de “narrativas baseadas em mentiras” e de perseguição por questionar o poder político. Ele citou o assassinato do juiz Víctor Hugo Claure, morto a tiros em 30 de abril de 2026, caso que segue sob investigação; o post não apresenta prova de ligação entre as duas situações.
  • Cargo: Saucedo diz que não vai renunciar e que voltará “quando as condições tiverem mudado”, com a liberdade e a vida dele, da mulher e dos filhos fora de perigo.

O que falta saber

As reportagens consultadas não trazem manifestação das autoridades bolivianas sobre a fuga nem informação sobre onde Saucedo está, e a versão dele sobre perseguição não foi comprovada. Esta matéria será atualizada se houver decisão do Tribunal, do Ministério Público ou do governo boliviano.

Foto de arquivo: sede do Tribunal Supremo de Justiça, em Sucre, em 2025; a imagem não registra o episódio.

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