EUA

No Alasca, Sullivan aparece atrás de Peltola; contagem pode levar duas semanas

Reportagem diz que o custo do diesel e um segundo Dan Sullivan na cédula marcam a disputa pelo Senado no Alasca, onde a apuração pode demorar.

Montagem com dois retratos oficiais: à esquerda, Mary Peltola; à direita, o senador Dan Sullivan.
Montagem com dois retratos oficiais de arquivo: Mary Peltola (Leah Herman/House Creative Services, 2022) e o senador Dan Sullivan (Senado dos EUA, 2015) — domínio público. As imagens não registram a apuração desta terça. Origem da foto de Peltola. Origem da foto de Sullivan.

O senador republicano Dan Sullivan, que busca a reeleição pelo Alasca, aparece ligeiramente atrás da democrata Mary Peltola nas pesquisas de intenção de voto, segundo reportagem do Jornal Nacional, exibida e publicada pelo g1 nesta terça-feira (3). A apuração no estado pode levar até duas semanas, de acordo com a mesma reportagem.

Diesel mais caro pesa sobre o senador

O Alasca vota tradicionalmente no Partido Republicano, mas, segundo o g1, a realidade local abalou a reeleição de Sullivan, que apoia as medidas do presidente Donald Trump. A reportagem diz que 95% da comida do estado vem de fora, quase toda de navio, e que o diesel ficou 70% mais caro desde fevereiro de 2026, quando o governo Trump começou a guerra contra o Irã; a conta do frete, segundo o g1, foi repassada aos consumidores. Peltola promete baixar o custo de vida e priorizar pescadores locais e indígenas.

Um segundo Dan Sullivan na cédula

Um terceiro candidato ao Senado também virou notícia pelo nome: Dan J. Sullivan, professor aposentado e independente, que mora em uma cidade de 3 mil habitantes e, segundo o g1, nunca havia se envolvido com política. O Partido Republicano acusa a campanha de Peltola de estar por trás da candidatura, para confundir eleitores. O g1 cita investigação do New York Times segundo a qual aliados da democrata articularam nos bastidores a entrada do candidato; Peltola nega qualquer envolvimento. A reportagem não traz resposta do candidato independente a essa acusação.

O professor Forrest Nabors, da Universidade do Alasca, disse ao programa que o eleitor vê dois Dan Sullivans na cédula e que, em uma disputa apertada, uma margem de erro de 3% pode determinar o resultado.

Por que a contagem demora

O g1 explica que o Alasca é o maior estado em território, mas tem a terceira menor população, espalhada em zonas remotas, algumas acessíveis apenas de avião. Quem vota pelo correio tinha até esta terça para enviar a cédula, que precisa chegar a um dos cinco centros de apuração. Em Anchorage, onde vive 40% da população, eleitores passaram mais de duas horas na fila, segundo a reportagem.

Segundo Veja, os democratas precisam de saldo de quatro cadeiras para controlar o Senado; o placar parcial está na matéria sobre Carolina do Norte e New Hampshire, e o quadro geral, na cobertura principal das midterms. Pesquisa não é resultado: o resultado do Alasca ainda não foi divulgado.

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