EUA

Pesquisa põe democratas à frente em 6 dos 7 estados-chave do Senado

Levantamento do New York Times e da Universidade Siena aponta vantagem no Texas, Kansas, Maine, Ohio e Michigan, margem estreita no Alasca e empate técnico em Iowa; só 38% aprovam Trump nesses estados.

Multidão ao ar livre assiste a comício do democrata James Talarico, com uma bandeira do Texas ao fundo
Comício do democrata James Talarico, candidato ao Senado pelo Texas, em 10 de setembro de 2025 (recorte). Foto de arquivo: H. Michael Karshis — CC BY 4.0. A imagem não registra a pesquisa citada na matéria. Origem da fotografia. Condição de uso.

A última rodada de pesquisas do New York Times e da Universidade Siena antes das eleições de meio de mandato põe os democratas à frente em seis dos sete estados que decidem o controle do Senado: Texas, Kansas, Maine, Ohio e Michigan, com vantagens de 5 a 11 pontos, e Alasca, por 2 pontos. Em Iowa, o resultado é de empate técnico. Os dados foram divulgados na noite de domingo (1º) e relatados por O Globo e Veja; só 38% dos prováveis eleitores nesses estados aprovam Trump.

Estado por estado

Estado Democrata Republicano Diferença Cadeira hoje
Texas James Talarico, 50% Ken Paxton, 43% +7 Republicana
Maine Troy Jackson, 51% Susan Collins, 45% +6 Republicana
Kansas Adam Hamilton, 49% Roger Marshall, 44% +5 Republicana
Ohio Sherrod Brown, 49% Jon Husted, 44% +5 Republicana
Michigan Abdul El-Sayed, 53% Mike Rogers, 42% +11 Democrata
Alasca Mary Peltola, 48% Dan Sullivan, 46% +2 Republicana
Iowa Josh Turek, 48% Ashley Hinson, 47% +1 (empate técnico) Republicana

As amostras vão de 610 entrevistados (Alasca) a 1.215 (Texas), segundo O Globo; os textos consultados não informam as margens de erro. Em levantamentos por amostragem, diferenças pequenas como as do Alasca e de Iowa costumam estar dentro da margem de erro e não indicam quem lidera.

O que move os números

A pesquisa aponta a insatisfação com Trump e com a gestão da economia como motor da vantagem democrata. Só 38% dos prováveis eleitores nos sete estados aprovam o desempenho do presidente, índice baixo porque ele venceu em cinco deles por dois dígitos há dois anos. Os democratas têm vantagem de nove pontos na confiança para lidar com o custo de vida e lideram nesse quesito em cada estado.

Segundo O Globo, os candidatos republicanos ao Senado têm só cerca de um quarto dos votos de latinos e jovens, e entre brancos sem diploma universitário aparecem com 56%, contra 74% de Trump em 2024, de acordo com pesquisas de boca de urna. Os democratas também lideram entre os independentes em todos os estados. No Kansas, a alta do diesel após a guerra no Irã e a decisão do governo de eliminar tarifas sobre a carne bovina estrangeira decepcionaram fazendeiros. No Texas, 49% dos prováveis eleitores veem Talarico de forma favorável e 39%, desfavorável; para Paxton, são 33% e 54%.

Em relação às pesquisas do próprio jornal em setembro, os democratas melhoraram em seis dos sete estados (Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas) e perderam terreno só no Alasca.

Os alertas para os democratas

  • Indecisos de última hora: quem decidiu o voto só no último mês favorece os republicanos por nove pontos.
  • Eleitores brancos de trabalho manual: grupo difícil de alcançar em pesquisas, com margem de erro historicamente maior, segundo O Globo.
  • Histórico: há seis anos, a senadora Susan Collins aparecia atrás em todas as pesquisas e se reelegeu com tranquilidade. E, como lembra a BBC News Brasil, Trump teve resultado melhor nas urnas do que nas pesquisas em 2016 e 2024.
  • Michigan: o levantamento foi feito antes de Haley Stevens, derrotada por El-Sayed nas primárias, declarar apoio ao republicano Mike Rogers neste fim de semana.
  • Alasca: segundo O Globo, uma investigação do New York Times revelou que articuladores alinhados a Mary Peltola recrutaram outro candidato de nome Dan J. Sullivan, o mesmo do senador, para concorrer como republicano e desviar votos. A pesquisa foi feita em boa parte antes da reportagem, e Peltola foi a única democrata a perder terreno em relação à rodada anterior. A reação da campanha dela não consta nos textos lidos. A disputa judicial sobre o homônimo está em outra matéria do site.

Sinais de alerta para os republicanos

Em Ohio, 82% dos republicanos aprovam Trump, mas os que o aprovam “fortemente” caíram de 63% em junho para 51%. O jornal também fez, na semana passada, uma pesquisa que mostrou empate na Carolina do Sul, estado de forte maioria republicana. A Carolina do Norte não foi incluída na rodada: levantamentos mostram há tempos o democrata na liderança, e os republicanos reduziram os gastos de campanha no estado, segundo O Globo.

A conta do Senado

Para controlar o Senado, os democratas precisam defender todas as 45 cadeiras que têm e conquistar ao menos quatro hoje republicanas, tarefa considerada difícil porque várias estão em redutos de Trump. A matéria sobre as oito disputas traz o mapa completo, e a cobertura geral das midterms reúne o que está em jogo na terça (3).

Texto baseado nas reportagens de O Globo (relato do levantamento, atualizado às 8h58 de 2/11) e da Veja (texto aberto, lido até o fim), e na análise da BBC News Brasil sobre a precisão das pesquisas. A publicação original do New York Times e da Siena, com metodologia e margens de erro, não foi lida.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias