Os democratas precisam virar quatro cadeiras para retomar o Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3), segundo levantamento do g1. Os republicanos entram na votação com 53 das 100 cadeiras; os democratas, com 47. Das 35 vagas em disputa, 22 são hoje ocupadas por republicanos e 13 por democratas.
A conta do controle
Para ficar com a maioria, o Partido Democrata precisa chegar a 51 cadeiras. Os republicanos precisam de 50, porque, em caso de empate, o voto de minerva é do vice-presidente JD Vance, que é republicano. Além de tirar cadeiras do adversário, os democratas precisam manter as que já têm, em especial a de Michigan, que está aberta. Segundo o g1, Nova Hampshire e Geórgia, onde as pesquisas recentes apontam manutenção democrata, também entraram no radar.
O site Decision Desk HQ, citado pelo g1, estimava, a uma semana da votação, em 57% a probabilidade de os democratas conquistarem o Senado e em 79% a de recuperarem a Câmara. Probabilidade não é resultado: quem decide é o voto.
As oito disputas com chance de virada
- Alasca: a democrata Mary Peltola, ex-deputada federal, enfrenta o senador republicano Dan Sullivan, que busca o terceiro mandato. Há outros dois republicanos na cédula, entre eles um candidato quase homônimo, Dan J. Sullivan Jr., o que pode confundir eleitores e dividir votos.
- Iowa: a republicana Ashley Hinson, aliada de Donald Trump, enfrenta o democrata Josh Turek. O estado deu a Trump vitória por 13 pontos em 2024.
- Kansas: o democrata Adam Hamilton, pastor metodista, enfrenta o senador Roger Marshall, republicano. Nenhum democrata conquista uma cadeira no Senado pelo estado desde 1932, e Trump venceu ali por 16 pontos em 2024. Na média das pesquisas citada pelo g1, Hamilton aparece à frente por apenas um ponto.
- Maine: a senadora republicana Susan Collins, no cargo desde 1997, enfrenta o democrata Troy Jackson. Collins é a única republicana que disputa a reeleição num estado vencido por Kamala Harris em 2024.
- Michigan: cadeira aberta, pois o democrata Gary Peters desistiu da reeleição. O republicano Mike Rogers enfrenta o democrata Abdul El-Sayed, que, se eleito, será o primeiro muçulmano no Senado americano.
- Ohio: o ex-senador democrata Sherrod Brown tenta retomar a vaga contra o republicano Jon Husted, nomeado em janeiro de 2025 após JD Vance assumir a vice-presidência. Segundo o g1, a disputa segue sem favorito claro.
- Texas: o democrata James Talarico enfrenta o procurador-geral do estado, o republicano Ken Paxton, apoiado por Trump. Paxton sofreu processo de impeachment na Câmara estadual em 2023, por acusações de corrupção e abuso de poder, e foi absolvido.
- Carolina do Norte: cadeira aberta, após a desistência do republicano Thom Tillis. O ex-governador democrata Roy Cooper enfrenta o republicano Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano.
O que ainda não se sabe
A lista de oito é a do g1; outros levantamentos usam critérios diferentes. A CBS News, citada pela BBC News Brasil, aponta dez disputas ao Senado que merecem atenção, como mostra o explicador sobre o que está em jogo nas midterms. O resultado do controle do Senado pode demorar a sair; veja como será a apuração. Trump disse que aceitará o resultado se a eleição for “honesta”.
Texto baseado em matéria do g1, lida em 2/11/2026, às 3h20. Perfis e números de cadeiras são os informados por ela e não foram conferidos em fonte oficial.






















