O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará encontrar, na economia, uma dupla semelhante à de Antonio Palocci (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central) no primeiro governo petista. A fala consta de entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que vai ao ar neste domingo (1º), segundo reportagem do Estadão publicada às 19h09.
O que ele pede
- Dupla na economia: Kassab afirmou que Lula precisa “empoderar” os nomes da área, delegando o comando para buscar equilíbrio fiscal e tranquilizar o mercado. Para ele, são duas pessoas centrais: uma no Planejamento, que saiba entender os gastos para fazer cortes, e outra na Fazenda.
- Condição para apoio: o PSD não pode se sentir base sem um governo que olhe também para o centro, disse. Ele afirmou que, quando o presidente o convidar para conversar, deixará isso claro, e que o partido pode apoiar Lula se houver diretrizes claras na economia e apoio a reformas estruturais, em especial a eleitoral e algumas do Judiciário.
- Compromissos sociais: Lula ganhou assumindo compromissos no campo social e deve cumpri-los, na avaliação de Kassab.
O quadro no Congresso
Segundo a reportagem, o PSD tem 43 deputados, a quarta maior bancada, após perder cinco nas eleições deste ano. O PL terá 121 deputados e 28 senadores, e Lula precisará de partidos do Centrão para formar base. A reportagem registra que os principais cotados para a Fazenda no quarto mandato são o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente, Geraldo Alckmin; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem mandato até dezembro de 2028.
Para ler também
Antes, Kassab havia dito que o governo já procurou o PSD: Kassab diz que governo Lula já procurou o PSD e vê relação mais profunda. Sobre a definição dos ministros, veja Lula deve decidir ministérios só depois de 16/11; Múcio quer deixar a Defesa e Durigan diz que tabelamento de juros não está na mesa de Lula.
Foto de arquivo: Kassab em 2018; a imagem não registra a entrevista. O programa não foi assistido pela redação; as declarações acima vêm do relato do Estadão.






















