Economia

EUA investigam se hackers da Coreia do Norte roubaram US$ 6,3 bi da Binance

Trump disse “estamos investigando”; a Binance diz ter começado a recuperar fundos, com US$ 3 bi congelados, e fala em “pontos adicionais de violação”.

Moeda dourada com o símbolo do bitcoin sobre o teclado de um notebook
Moeda simbólica de bitcoin sobre teclado de notebook, em 2023. Foto de arquivo: Satheesh Sankaran — CC BY 2.0. A imagem não mostra a Binance nem o ataque. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) que o governo americano investiga se hackers ligados à Coreia do Norte estão por trás do roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões (algo como R$ 34 bilhões) em criptomoedas da Binance, a maior corretora do setor. Perguntado por jornalistas na Casa Branca, ele respondeu: “Estamos investigando”, segundo o Poder360. Trump não apresentou provas nem confirmou a autoria.

O que se sabe

O ataque ocorreu na quinta-feira (29) e durou cerca de 20 minutos, segundo o Poder360. A CNN Brasil descreve o episódio como o maior roubo de ativos da história das criptomoedas, e o Poder360 o chama de maior ataque já registrado no mercado.

  • Binance: afirmou na manhã desta sexta que ainda não identificou os responsáveis. A investigação inicial sugeria que a invasão começou em um notebook comprometido de um engenheiro; em novo comunicado, a empresa disse ter encontrado “pontos adicionais de violação”, sem dar detalhes. Na quinta, havia anunciado o congelamento de US$ 2,54 bilhões em ativos digitais.
  • Perdas: o co-CEO Richard Teng afirmou que serão cobertas pelo fundo de proteção da corretora e por recursos da própria empresa. De acordo com a CNN Brasil, o site da Binance informa reserva de US$ 1 bilhão em bitcoins para esse fim. Em publicação no X, segundo o Poder360, a Binance disse ter reservado mais de US$ 6,34 bilhões em fundos próprios para cobrir o incidente, dos quais US$ 5 bilhões já estariam nos mesmos tokens afetados e o restante estaria sendo comprado no mercado e em negociações de balcão; as duas reportagens não foram conciliadas por este portal.
  • Autoria: as empresas americanas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis apontam hackers vinculados à Coreia do Norte, segundo o Poder360. A TRM Labs diz que o ataque mirou carteiras da Binance em 10 blockchains e que a maior parte dos fundos foi movida em cerca de 20 minutos, com características parecidas com as de roubos anteriores ligados a Pyongyang, como o da corretora Bybit em 2025, atribuído pelo FBI à Coreia do Norte. A CNN Brasil registra que várias empresas do setor veem semelhanças com operações atribuídas a norte-coreanos, e que Pyongyang costuma negar envolvimento em ataques desse tipo.
  • Recuperação: segundo a CNN Brasil, os criminosos moveram os fundos rapidamente, mas emissores de stablecoins conseguiram congelar cerca de metade dos ativos roubados. O Poder360 informa que a Binance disse, nesta sexta, ter “começado a recuperar” os fundos com autoridades policiais, emissores e empresas de inteligência em blockchain, e que US$ 3 bilhões estão congelados, valor que não inclui ativos ainda sujeitos a verificação. O número difere do US$ 2,54 bilhões divulgado na quinta.

O que ainda não está confirmado

Indício apontado por empresas privadas de rastreamento não é atribuição oficial: nas reportagens lidas, nem a Binance nem o governo americano atribuem formalmente o ataque a um grupo ou país, e a fala de Trump indica apenas que há apuração. O valor total, a parcela recuperável e o método exato da invasão também seguem em investigação.

Este texto foi redigido a partir das reportagens do Poder360 (duas, publicadas em 30/10/2026) e da CNN Brasil (30/10/2026, 17h36), lidas entre 21h e 23h; os comunicados da Binance não foram consultados diretamente.

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