Os advogados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretendem atuar diretamente nos três inquéritos que o envolvem no Supremo e pedir que o caso de possível lavagem de dinheiro ligado ao advogado Willer Tomaz saia da relatoria do ministro Alexandre de Moraes e vá para o ministro André Mendonça, segundo a coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, publicada nesta quinta (29), às 4h. O plano é atribuído pela coluna a aliados e à equipe jurídica; a defesa não se manifestou nas fontes lidas e não há pedido protocolado, até onde se sabe.
O que a coluna relata
Segundo a coluna, Flávio deixou de lado o papel de líder da oposição que o PL havia ensaiado para ele em caso de derrota e foi para os Estados Unidos, seguindo o roteiro do irmão Eduardo Bolsonaro, que mora no país desde o ano passado. A diferença está na estratégia judicial: Eduardo não indicou advogados no processo em que respondeu por coação de autoridades e acabou defendido pela Defensoria Pública da União; os advogados de Flávio, ao contrário, vão atuar nos inquéritos para tentar inocentá-lo.
O argumento e a reunião de segunda
Na reunião de segunda-feira (26), um dia antes de sair do Brasil, Flávio ouviu de advogados, segundo a coluna, que havia caminhos para reverter a ordem de Moraes que o intimou a entregar os passaportes. A avaliação era que a decisão se baseava na informação de que ele seria usuário de conta ligada a Willer Tomaz, mas o banco responsável teria emitido documento negando o vínculo, o que, para a defesa, poderia derrubar a medida. A coluna lembra que Moraes também citou como motivos fotos de viagens do senador com o advogado e a fala de Eduardo de que o irmão deixaria o país se perdesse a eleição. Aliados descreveram Flávio, naquele dia, como “transtornado” e com “muito medo de ser preso”. Não há ordem de prisão contra ele, segundo a coluna.
O que falta saber
Falta saber se o pedido de troca de relatoria será protocolado e como o STF o tratará, se o documento do banco será juntado aos autos e a posição de Moraes. Os Poderes não viu o documento do banco nem a ordem do ministro nesta apuração; sobre o contexto da ordem, veja a matéria sobre a decisão de Moraes e a cobertura do caso. Consulta feita em 29/10, às 5h20.






















