O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, disse em 23 de outubro que os três primeiros petroleiros com diesel russo já estão a caminho da América do Norte, como parte de um acordo que pode levar empresas russas a fornecer 500 mil toneladas de combustível aos mercados dos EUA e do mundo em outubro, segundo o Guardian, que cita agências russas.
O primeiro carregamento identificado, de acordo com dados de rastreamento de navios divulgados pela LSEG e citados pela CNN Brasil, é o do petroleiro Agioi Fanendes, com bandeira de Malta, carregado com 40 mil toneladas de diesel de ultrabaixo enxofre em Primorsk, no Báltico, em 22 de outubro; a chegada a Nova York está prevista para 7 de novembro. Segundo a CNN, será a primeira carga do tipo importada pelos EUA desde que o então presidente Joe Biden proibiu, em 2022, as importações de petróleo e derivados russos.
Efeito sobre os preços
Trump anunciou o acordo neste mês, como parte de esforços para conter a alta do diesel antes das eleições de 3 de novembro. Para especialistas ouvidos pela DW em 14 de outubro, porém, os preços globais não devem cair de forma relevante: a causa principal, segundo a economista Samina Sultan, do Instituto Econômico Alemão, é a guerra no Irã e a interrupção do transporte pelos estreitos de Ormuz e de Bab al-Mandeb.
A identidade do comprador e do vendedor não foi divulgada de imediato. O texto consultado não informa o valor do contrato.






















