O governo da França mobilizou a força militar Sentinelle para apoiar o policiamento nos protestos de 24 de outubro e pediu que autoridades locais imponham toques de recolher noturnos em bairros atingidos pela violência nas maiores cidades, depois de um fim de semana de tumultos e saques. As informações são da Agência Brasil.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse em 20 de outubro à Assembleia Nacional que a Sentinelle servirá para liberar policiais e gendarmes para a manutenção da ordem. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, disse que o efetivo seria massivo e que o objetivo é o retorno imediato à ordem. Ele não descartou declarar estado de emergência, mas considerou mais adequados, por ora, toques de recolher parciais e localizados, e rejeitou um toque de recolher geral em Paris.
O que aconteceu em 17 e 18 de outubro
Os protestos contra os preços altos viraram tumultos em 17 de outubro, com uma prefeitura incendiada, lojas saqueadas e confrontos com a polícia em várias cidades. Um manifestante morreu de parada cardíaca em Paris, houve mais de 2 mil prisões e mais de 600 policiais ficaram feridos, segundo o ministro do Interior. Novos confrontos ocorreram em Paris em 18 de outubro.
Lecornu atribuiu parte dos piores distúrbios a grupos de extrema esquerda. A Agência Brasil situa a crise a seis meses da próxima eleição presidencial e relata que protestos inspirados nos franceses ocorreram na Itália e na Albânia, onde o motivo também é o custo de vida.






















