O alto comissário da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Barham Salih, afirmou que a agência enfrenta grave crise de financiamento que ameaça serviços humanitários a refugiados em várias partes do mundo, segundo a CNN Brasil, em texto de meados de outubro. Ele disse que a queda nas contribuições de países doadores força cortes nas operações que não podem ser compensados indefinidamente por medidas de economia.
A falta de recursos ocorre em um momento de deslocamento forçado recorde e depois de cortes na ajuda internacional de países como os Estados Unidos, no governo de Donald Trump, segundo a reportagem. Desde 2024, o número de funcionários do Acnur caiu de 20 mil para pouco menos de 12 mil, uma das maiores reestruturações da história da agência.
A agência diz concentrar os cortes na sede e em escritórios regionais para preservar as operações na linha de frente. O efeito já aparece: no Sudão, a falta de verba ameaça o atendimento médico especializado, a assistência jurídica e o apoio psicológico a mais de 30 mil sobreviventes de violência sexual ligada ao conflito. Salih alertou que, abaixo de certo nível, o sistema não apenas encolhe: a proteção que consegue oferecer começa a falhar.
O texto consultado não traz o valor do orçamento nem a posição dos governos doadores citados.






















