Parlamentares do PSOL de São Paulo acionaram a Polícia Federal para que apure a organização de listas de boicote a estabelecimentos e a intimidação de trabalhadores identificados como apoiadores de Lula, segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, publicada na quarta-feira (28). A representação aponta supostos crimes de ameaça, perseguição e constrangimento ilegal, por exposição pública e pressão econômica contra cidadãos por suas convicções políticas.
A peça narra episódios em ao menos cinco estados: São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia. Entre as cidades citadas estão Lucas do Rio Verde (MT), Botucatu (SP), Poços de Caldas (MG), Ponta Grossa (PR), Teresópolis (RJ) e Guajará-Mirim (RO). A própria coluna lista Poços de Caldas, em Minas Gerais, fora dos cinco estados que menciona; o Os Poderes não tem como conciliar a diferença com o trecho lido.
O que a representação descreve
Segundo os relatos reunidos no documento, a forma mais comum é a divulgação de listas de boicote em grupos de WhatsApp contra empresários, comerciantes, autônomos e outros profissionais apontados como simpatizantes do PT. As mensagens, de acordo com a peça, incluem propostas de demissão e exclusão de trabalhadores por suas posições políticas, o impedimento da entrada de ônibus com trabalhadores nordestinos e uma referência a violência armada (“Só na bala agora”).
Os signatários — os deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi, todos do PSOL paulista — afirmam que nenhum cidadão pode ser ameaçado, perseguido ou constrangido por sua preferência partidária ou pelo exercício de seus direitos políticos. Eles querem que a PF identifique os responsáveis pela elaboração e pela divulgação das listas e investigue eventual atuação coordenada entre grupos de diferentes estados.
O que ainda não se sabe
Trata-se de uma representação de parlamentares: a coluna não informa que a PF tenha aberto inquérito, e o Os Poderes não leu o documento original nem manifestação da corporação. Também não há, no trecho lido, resposta dos citados nem dos autores das mensagens, e os relatos não foram verificados de forma independente por este portal. Sobre o tema, o Ministério Público do Trabalho informou, em apuração anterior do Os Poderes, o recebimento de 1.140 relatos de assédio eleitoral; veja a matéria sobre o balanço do MPT.






















