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Marinho diz não saber onde Flávio está; comboio saiu da casa dele na véspera

O coordenador da campanha diz que o partido não foi avisado da viagem e que a última mensagem do senador, às 8h de terça, pedia "um tempo"; quatro carros deixaram a casa de Flávio na segunda à noite.

O senador Rogério Marinho, de terno azul e gravata, falando a jornalistas cercado por microfones e celulares no Congresso.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) fala à imprensa no Senado, em Brasília, em 29 de abril de 2026. Foto de arquivo: Senado Federal — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra as declarações desta terça-feira (27). Origem da fotografia. Condição de uso.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse na terça-feira (27) que não tem informações sobre o paradeiro do candidato derrotado. Segundo o g1, ele afirmou que o grupo só conhece as notícias publicadas pela imprensa, inclusive de outros países, “que demonstram que pode ter havido um deslocamento” de Flávio para o exterior.

Marinho relatou que a única comunicação recente foi uma mensagem de texto, por volta das 8h de terça, na qual Flávio disse que “queria dar um tempo” e conversaria depois. Segundo o Poder360, o senador afirmou também que a direção do partido não foi informada sobre uma eventual viagem. Ele contou que a cúpula esteve com Flávio na segunda até pouco depois das 16h, para tratar do agradecimento aos eleitores, e que a campanha está “surpresa”.

O comboio de segunda à noite

Segundo o Poder360, que cita acompanhamento da GloboNews, quatro carros pretos começaram a deixar a residência de Flávio, no Lago Sul, em Brasília, às 19h42 de segunda-feira (26) e seguiram por caminhos diferentes perto da Ponte JK, o que dificultou o acompanhamento. O primeiro veículo saiu sem ocupantes no banco traseiro. Os carros são usados por pessoas ligadas ao senador, e não foi possível confirmar se Flávio ou familiares estavam em algum deles.

O que ainda é relatado

A CNN Brasil, o g1 e a Reuters, citando fontes, relatam que Flávio viajou aos Estados Unidos, e o Departamento de Estado americano informou que concederá vistos a ele e à família. O jornal argentino Infobae disse que ele atravessou a fronteira em Puerto Iguazú; as autoridades de imigração da Argentina afirmam não ter registro de entrada. A Polícia Federal apura o caso.

O STF havia determinado a entrega dos passaportes até as 11h de terça, o que não ocorreu, e a PF cancelou os documentos. Flávio e sua defesa não haviam se manifestado sobre a saída nas fontes lidas.

O que falta

Falta confirmação oficial do paradeiro do senador, da rota usada e de quem estava nos carros. A matéria será atualizada quando houver manifestação de Flávio, da defesa ou da PF.

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