Ao longo da terça-feira (27), aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e fontes ligadas ao governo americano passaram a jornalistas que ele já estava a caminho dos Estados Unidos ou já havia chegado, quando ainda estava no Brasil. A CNN Brasil reconstituiu a sequência nesta quarta (28); uma coluna de Bela Megale, em O Globo, atribui a Eduardo Bolsonaro a origem de parte das informações. Eduardo não aparece com manifestação nos textos lidos.
O que foi dito na terça
- Pouco depois das 14h, aliados disseram à CNN Brasil que o senador e a família haviam deixado o país.
- No meio da tarde, duas fontes afirmaram à emissora que ele estava a caminho dos EUA; segundo a CNN, uma autoridade americana disse o mesmo à agência Reuters.
- Às 17h39, fontes ligadas ao governo americano disseram à CNN que ele já havia chegado com a mulher e as filhas.
- À noite, um conselheiro de Trump afirmou à emissora que o presidente americano autorizou a entrada de Flávio.
- Pouco antes das 22h, aliados disseram que ele já se encontrara com Eduardo na Flórida.
O que o registro argentino mostra
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio só atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça. A CNN registra que o governo argentino chegou a negar, durante a terça, que ele tivesse entrado no país, versão revista pela própria Migrações na madrugada de quarta. O voo com o senador pousou em Miami às 10h24 de quarta, conforme O Globo.
O que diz a coluna
Segundo a coluna de Bela Megale, o ex-policial militar André Porciuncula, aliado de Eduardo, disse a jornalistas na terça que Flávio estava em voo para Miami e, horas depois, que a aeronave havia pousado. A coluna afirma que a informação falsa foi passada a Porciuncula pelo próprio Eduardo, que seria o principal responsável por articular a saída do irmão, e que aliados também espalharam que a rota seria via Venezuela. São afirmações da coluna, sem manifestação de Eduardo ou de Porciuncula nas fontes lidas.
A versão da defesa
O advogado Tracy Reinaldet, que atua na defesa de Flávio, disse à CNN, segundo o Estadão, que foi surpreendido pela saída do senador. De acordo com ele, na reunião de segunda-feira (26) ficou combinado que Flávio entregaria os passaportes à Polícia Federal na terça, e a possibilidade de deixar o país não foi cogitada.
O que falta: manifestação de Eduardo, de Porciuncula e do governo americano sobre as informações passadas na terça. Mais sobre a saída está na rota da fuga.






















