Congresso

Lei complementar eleva teto do MEI a R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028

Projeto do Executivo foi aprovado na Câmara por 461 votos a 4 e no Senado por 78 a 0; a Lei Complementar 238/2026 saiu no Diário Oficial em 21 de outubro.

A Lei Complementar 238/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 21 de outubro, amplia o limite de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), perdoa dívidas da categoria com a União e permite a contratação de até dois empregados, segundo a Agência Câmara.

Tramitação

O texto teve origem no PLP 186/2026, do Executivo. A Câmara aprovou a proposta em 14 de outubro por 461 votos a 4, e o Senado, em 15 de outubro, por 78 votos a 0, seguindo para sanção. A versão final, relatada na Câmara pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), incorporou medidas dos PLPs 186/2026 e 267/2026, ambos do governo. No Senado, o relator foi Carlos Fávaro (PSD-MT).

O que muda

  • Teto de faturamento: de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. É o primeiro reajuste desde 2018.
  • Empregados: o MEI poderá contratar até dois, com salário mínimo ou o piso da categoria. Hoje só é permitido um.
  • Perdão de dívidas: débitos com a União constituídos até 13 de outubro de 2026, inclusive juros e multas das contribuições do MEI, desde que o empreendedor cumpra as condições de regularidade e formalize a remissão.
  • Licitações: regras específicas facilitam a participação de pequenos negócios em contratações de menor valor.

A maior parte das medidas passa a valer em 1º de janeiro de 2027; o novo limite de R$ 140 mil vale a partir de 2028. O governo argumenta que o reajuste é apenas recomposição monetária do patamar de 2018 e estima impacto orçamentário de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. A exposição de motivos cita cerca de 17 milhões de MEIs beneficiados.

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