Ministros do Supremo Tribunal Federal estariam atuando nos bastidores para favorecer a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado, em votação marcada para fevereiro de 2027. A informação é de reportagem que cita fontes ouvidas sob reserva: a motivação central seria o receio de que um presidente alinhado à nova composição da Casa leve adiante pedidos de impeachment contra integrantes da Corte, uma das bandeiras de campanha de parte dos parlamentares eleitos. As fontes não descrevem ameaças explícitas, e sim um entendimento tácito de interesses.
O que a reportagem relata
- Intensidade: a articulação teria ganhado intensidade inédita nas últimas semanas. As fontes do Supremo afirmam que a aproximação de ministros com políticos não é novidade em Brasília; o que mudou seria a frequência.
- Canal com Moraes: um dos elos citados é a relação entre Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes, que já atuou para reaproximar o senador e o presidente Lula após a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF, em abril.
- Recados: segundo os relatos, nem sempre o contato é direto com os senadores; em alguns casos, as mensagens chegam por advogados dos políticos.
- Pano de fundo: a reportagem relaciona a convergência de ministros às revelações do caso Master, que atingiram magistrados de perfis distintos, como as mensagens do celular de Daniel Vorcaro e questionamentos sobre vínculos empresariais ligados a Dias Toffoli.
O que não está confirmado
Trata-se de relato baseado em fontes anônimas, sem documento público ou declaração de ministro ou de senador na reportagem. Nas informações apuradas até a publicação, não há manifestação pública do Supremo, dos ministros citados nem de Alcolumbre sobre o assunto, e o OsPoderes não verificou a articulação de forma independente. A reportagem observa que o presidente do Senado tem influência decisiva sobre o andamento dos pedidos de afastamento de integrantes do tribunal, o que explica o interesse na disputa.
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