Governo

Movimento negro quer mulher negra no STF; indígenas pedem mais pastas, diz coluna

Segundo coluna, Sônia Guajajara articula a ampliação da presença indígena em ministérios; Educafro entregou lista de 20 juristas negros para o Supremo.

Sônia Guajajara, de cocar branco e amarelo e vestido verde, ergue um maracá ao discursar em um púlpito

Sônia Guajajara na posse como ministra dos Povos Indígenas, em Brasília, em 11/1/2023 (recorte). Foto de arquivo: Valter Campanato/Agência Brasil — CC0. A imagem não registra a articulação atual por espaço no governo. Origem da fotografia. Condição de uso.

Lideranças dos movimentos negro e indígena começam a cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que a prioridade prometida ao longo do terceiro mandato se traduza em medidas mais efetivas no quarto governo. A informação consta de coluna publicada neste sábado (7).

Indígenas: mais ministérios

De acordo com a coluna, a deputada federal e ex-ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara articula, com lideranças e organizações, a ampliação da presença indígena em outras pastas. Hoje há representantes indígenas nas áreas de Saúde, Meio Ambiente e Educação. A articulação quer pedir participação em Cultura, Esporte e Economia, para incorporar as demandas dos povos originários às políticas de todo o governo. Nomes e estratégias devem ser apresentados a Lula nos próximos meses.

Movimento negro: vaga no STF

O movimento negro, segundo a mesma coluna, intensifica a pressão por uma mulher negra no Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a articulações em torno de uma possível indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. As lideranças lembram que as mulheres tiveram papel decisivo na eleição de Lula e que as negras são maioria entre as brasileiras.

A Educafro voltou a pedir um jantar no Palácio da Alvorada com dez mulheres negras e dez homens negros considerados aptos a ocupar cargos de destaque. A proposta, feita há dois anos, ainda não saiu do papel. A entidade também entregou ao presidente uma lista com 20 juristas negros para o STF, metade mulheres. Até a publicação, Lula não se manifestou sobre a lista nem anunciou o escolhido para a próxima vaga na Corte.

O que ainda está em aberto

As informações vêm de uma única coluna e tratam de articulações de bastidor: não há decisão do governo sobre ministérios nem sobre a vaga no Supremo, e o OsPoderes não apurou manifestação do Planalto, de Guajajara ou da Educafro além do que a coluna relata. A formação do ministério do quarto mandato segue em definição.

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