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Prédio de quatro andares desaba no Brás; bombeiros checam possível vítima

Estrutura que abrigava loja e depósito de tecidos cedeu na noite de sexta (6), na região central de São Paulo; não há mortes confirmadas, e as causas serão investigadas.

Fachada de um edifício com lojas de portas de aço fechadas no térreo e andares residenciais claros acima, em rua do Brás, em São Paulo
Edifício comercial no Brás, em São Paulo, em outubro de 2013. Foto de arquivo: Wagner Tamanaha — CC BY-SA 2.0. A imagem não mostra o prédio que desabou nem o local da ocorrência. Origem da fotografia. Condição de uso.

Um prédio de quatro andares, onde funcionava uma loja e depósito de roupas e tecidos, desabou na noite desta sexta-feira (6) na Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 18h38. Até a noite, não havia morte confirmada, mas os bombeiros investigavam um sinal dado por cães farejadores sob os escombros, que ainda precisava ser descartado. As causas não foram informadas e serão investigadas.

O que os bombeiros informaram

  • Pessoas no local: as primeiras estimativas falavam em cerca de 20 pessoas; informações preliminares posteriores indicavam cerca de 30, todas funcionárias do estabelecimento. Os números mudaram ao longo da noite e podem mudar de novo.
  • Resgate: segundo a Secretaria da Segurança Pública, foram mobilizados 51 bombeiros e 17 viaturas, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil. Oito pessoas saíram antes da chegada das equipes e 27 foram retiradas do interior do prédio, conforme balanço da corporação. Uma das primeiras versões apontava cerca de 20 pessoas retidas em um cômodo cuja laje não foi atingida.
  • Feridos: a capitã Karol Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros, disse que 35 pessoas ficaram levemente feridas e que quatro foram levadas à UPA da Mooca, em estado estável e sem risco de morte.
  • Triagem: os bombeiros estenderam lonas coloridas para classificar os feridos pelo método START, usado quando o número de vítimas supera o de socorristas.
  • Risco: segundo a capitã, o interior do prédio estava instável e havia possibilidade de novo desabamento, inclusive nos imóveis vizinhos; um integrante de cada equipe cuida só da segurança. As buscas deveriam se estender até a madrugada.

Relato de sobrevivente e reação do governo

Um trabalhador que saiu a tempo, Edmilson Miranda Silva, de 35 anos, afirmou que a estrutura tinha sinais de rachaduras e que outros imóveis da região também davam medo a quem descarrega mercadoria. É o relato de uma testemunha; não há laudo nem confirmação oficial sobre a causa.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) escreveu nas redes que sua equipe estava mobilizada para salvar vidas, atender as vítimas, avaliar os imóveis vizinhos e apurar as causas do desmoronamento.

O que falta saber

  • Se há alguma vítima soterrada: os cães indicaram um sinal, que os bombeiros ainda tentavam descartar.
  • A causa do desabamento e a situação da edificação, que dependem de perícia e de vistoria da Defesa Civil.
  • Se os imóveis vizinhos precisarão ser interditados.

Dados da noite de sexta-feira (6), sujeitos a revisão. A foto é de arquivo e mostra outro edifício do bairro.

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