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Fachin pede parecer da PGR sobre pedido de soltura de Daniel Vorcaro

Defesa do ex-controlador do Banco Master alega excesso de prazo na prisão preventiva, decretada em março; o presidente do Supremo ainda não decidiu e quer ouvir a Procuradoria antes.

Retrato do ministro Edson Fachin, de óculos e terno escuro, sorrindo, diante de bandeira do Brasil
Edson Fachin, em 12 de maio de 2015. Foto de arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR. A imagem não registra a decisão desta quinta. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, mandou na quinta-feira (5) a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre pedidos da defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entre eles o de revogação da prisão preventiva. Fachin ainda não decidiu sobre a soltura; o parecer da PGR deve embasar a análise.

O que a defesa alega

  • Excesso de prazo: os advogados dizem que Vorcaro está preso há mais de oito meses sem ação penal contra ele e que a prisão deveria ter sido revista a cada 90 dias, como prevê o Código de Processo Penal.
  • Motivos vencidos: segundo a defesa, os fundamentos da prisão perderam validade, não surgiram fatos novos e medidas menos severas bastariam. São alegações dos advogados, ainda não apreciadas pelo tribunal.
  • Demora: a defesa critica a lentidão na análise dos pedidos e a atribui ao impasse sobre quem conduz as investigações no Supremo. Em outubro, pediu que Fachin autorizasse o ministro André Mendonça a examinar as questões urgentes.
  • Vazamentos: Fachin também encaminhou à PGR o pedido da defesa para que sejam investigados vazamentos de dados extraídos do celular de Vorcaro.

A relatoria

Fachin assumiu o caso de forma temporária em setembro, em meio a questionamentos sobre a relatoria. No fim de outubro, decidiu mantê-lo sob sua responsabilidade por até 90 dias, contados a partir de 12 de setembro.

O caso

  • Investigação: a Operação Compliance Zero apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do sistema financeiro. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. A Polícia Federal aponta Vorcaro como líder do grupo e responsável por coordenar operações com carteiras de crédito; as apurações não terminaram e não há condenação.
  • Prisões: ele foi preso em 18 de novembro de 2025, no aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para viajar a Dubai. Cerca de dez dias depois, o TRF-1 determinou que ele e outros quatro executivos deixassem o presídio e cumprissem medidas cautelares, como tornozeleira e prisão domiciliar.
  • Nova prisão: em 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso por determinação de Mendonça, diante da suspeita de que tentava atrapalhar as investigações.

Veja também a decisão de Fachin sobre o pedido de Nikolas para afastar Gonet da PGR.

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