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DF pede ao STF repasse ao BRB de R$ 2,2 bi bloqueados do pai de Vorcaro

Procuradoria do DF diz que o BRB e o governo local foram vítimas das fraudes do caso Master e quer o dinheiro sem esperar o fim das investigações. O Supremo ainda não decidiu.

Fachada do edifício-sede do Banco de Brasília (BRB), em Brasília, vista de outro ângulo

Edifício-sede do BRB, em Brasília, em 31/10/2019. Foto de arquivo: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília — CC BY 2.0. A imagem não registra o pedido ao STF. Origem da fotografia. Condição de uso.

O governo do Distrito Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal que transfira ao BRB R$ 2,2 bilhões bloqueados na investigação sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O pedido, apresentado nesta quinta-feira (5) pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), pede também que o Supremo reconheça formalmente o banco público e o DF como vítimas. É um pedido: o tribunal ainda não decidiu.

O que a PGDF pede

  • Destinatário: a petição foi dirigida ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, no inquérito que apura irregularidades em operações do Master.
  • Valor: são R$ 2,24 bilhões retidos em procedimentos ligados ao caso. Em nome de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, estão bloqueados R$ 2.245.235.850,24, quantia que a PGDF quer ver repassada ao BRB.
  • Origem do bloqueio: os bens foram bloqueados em janeiro pelo ministro Dias Toffoli, então relator do caso, a pedido da Procuradoria-Geral da República.
  • Reconhecimento como vítimas: para a PGDF, o BRB e o DF, seu controlador, foram vítimas das fraudes e têm direito à restituição para reparar o prejuízo causado ao banco público.

Os argumentos do governo do DF

  • Responsabilidade solidária: a procuradoria defende que os envolvidos respondam solidariamente pelos prejuízos, independentemente do quanto cada um tenha recebido. Assim, o patrimônio bloqueado de um investigado poderia ressarcir os danos atribuídos ao esquema.
  • Papel do pai de Vorcaro: Henrique Vorcaro não tinha cargo formal no Master, mas, na avaliação do governo do DF, integrava a estrutura responsável pelas irregularidades que afetaram o BRB. É a posição de uma das partes, não uma conclusão judicial.
  • Sem esperar o fim das investigações: segundo a PGDF, os registros do bloqueio já bastam para preservar as provas, e por isso não seria preciso aguardar a conclusão do inquérito para liberar o dinheiro.

O que falta

  • Decisão do STF sobre o pedido, ainda sem prazo conhecido.
  • Manifestação dos investigados e da Procuradoria-Geral da República; no material lido não há resposta do pai de Vorcaro nem da PGR ao pedido.

Foto de arquivo do edifício-sede do BRB, em Brasília; a imagem não registra o pedido ao STF.

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