EUA

Irã diz que americanos votaram “não à guerra”; Trump admite peso do conflito

Presidente do Parlamento iraniano celebrou a derrota republicana; Trump disse que o preço da gasolina pesou, mas defendeu a guerra e prometeu vetar projetos democratas.

Montagem com retratos lado a lado de Donald Trump, à esquerda, e de Mohammad Bagher Ghalibaf, à direita, com Teerã ao fundo
Montagem de duas fotografias de arquivo: Donald Trump (retrato oficial, Daniel Torok, 2025, domínio público) e Mohammad Bagher Ghalibaf (khamenei.ir, 2015, quando era prefeito de Teerã, CC BY 4.0). As imagens não registram as declarações. Origem (Trump). Origem (Ghalibaf). Condição de uso.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a derrota republicana nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos é uma mensagem dos eleitores contra a guerra, segundo a CNN Brasil. Em outra reportagem, a emissora diz que Donald Trump reconheceu que o conflito teve papel no resultado, mas afirmou que não se arrepende de sua decisão. A leitura de que a guerra pesou é de Ghalibaf, de Trump e de lideranças republicanas citadas pela CNN, não um dado medido por pesquisa nas fontes lidas.

O que disse o Irã

Em publicação no X, Ghalibaf escreveu que, “por consciência ou pelo custo de vida”, os americanos disseram não à guerra, e que Teerã apoia essa mensagem. Ele concluiu com um alerta: se o governo dos EUA trair a vontade da população para servir a patrocinadores e “chantagistas internacionais”, aprenderá que o “não” iraniano vem acompanhado de um “pesadelo”. A CNN Brasil publicou a reportagem às 3h37 desta quarta-feira (4).

O que disse Trump

Segundo a CNN Brasil (2h35), Trump disse à Fox News que as pessoas provavelmente não estavam dispostas a aceitar a consequência de curto prazo do preço da gasolina, mas que ao mesmo tempo entenderam a importância do que fez em relação ao Irã. Ele repetiu que aceitará o resultado e disse que os democratas enviarão projetos “absurdos”, que ele vetará; depois de alguns meses de vetos, segundo ele, a oposição o procurará para negociar. O presidente negou planos de mudar o gabinete.

O contexto da guerra

A CNN Brasil lembra que os preços da energia e a inflação provocados pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro, foram frequentemente apontados como motivos da insatisfação dos eleitores antes da votação, e que lideranças republicanas já começaram a atribuir as perdas ao conflito. Trump disse que não tem pressa para encerrar a guerra, a menos que o Irã atenda às exigências dele, e afirmou na terça que os EUA “talvez tenham que atacar” a Montanha Pickaxe, onde Israel acredita que Teerã guarde parte do urânio enriquecido e centrífugas avançadas.

O que ainda está em aberto

As frases de Ghalibaf e de Trump foram lidas nas reportagens da CNN Brasil; as publicações originais no X e a entrevista à Fox News não foram consultadas diretamente. A relação entre a guerra e o voto não foi medida nas fontes lidas. Para o quadro da apuração, veja a cobertura das midterms e a matéria sobre a aceitação do resultado por Trump.

Texto publicado em 4 de novembro, às 5h17, com base nas reportagens da CNN Brasil das 3h37 e das 2h35, lidas na íntegra às 5h16. As fotos são de arquivo e não registram as declarações.

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