EUA

Na véspera, Trump chama candidatos democratas de extremistas

Em Washington, o presidente disse que as midterms são as mais importantes de nossas vidas e dedicou parte da fala à polêmica reforma do espelho d'água do Lincoln Memorial.

O Monumento a Washington refletido no espelho d'água do Lincoln Memorial, com visitantes nas margens, em Washington
Espelho d'água do Lincoln Memorial, em Washington, em 17 de junho de 2026. Foto de arquivo: G. Edward Johnson — CC BY 4.0. A imagem não registra o discurso de Trump desta segunda. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta segunda-feira (2), em Washington, no que foi descrito como seu último ato presencial de campanha pelos republicanos antes das eleições de meio de mandato, nesta terça (3). Diante do espelho d’água do Lincoln Memorial, ele chamou os candidatos democratas de “extremistas” e disse que a votação é uma das “mais importantes de nossas vidas”, segundo a CNN Brasil.

O que Trump disse

Segundo a CNN Brasil, o presidente afirmou que o Partido Democrata indicou “a lista de candidatos mais extrema e perigosa da história americana” e convocou os eleitores a decidir, com o voto, se esses candidatos receberão poder. A fala ocorre num momento em que as pesquisas apontam cenário favorável aos democratas, como mostram as pesquisas e o risco de erro e a aprovação de Trump em 32%.

Se conquistarem a maioria no Congresso, os democratas passam a ter instrumentos para pressionar o presidente, como abrir investigações contra ele e integrantes da família, convocar autoridades do governo a depor e até iniciar novos processos de impeachment, segundo a emissora. A própria reportagem ressalta que a remoção do cargo é considerada improvável, mas o mecanismo funciona como pressão política (veja o que o cenário de impeachment significa).

A polêmica do espelho d’água

Segundo a CNN Brasil, Trump dedicou os primeiros 15 minutos do discurso a justificar a reforma do espelho d’água do Lincoln Memorial, que gerou controvérsia. Pelos relatos citados pela emissora, o presidente quis pintar o espelho de azul, o que provocou proliferação de algas e levou à cobertura temporária do local. O espaço é simbólico, palco de discursos históricos, como o de Martin Luther King, na década de 1960. Trump alegou que o local havia sido alvo de vandalismo para justificar a intervenção; a alegação é dele e não foi verificada por este portal.

O que vem agora

Os americanos votam nesta terça nas eleições que renovam toda a Câmara, 35 das 100 cadeiras do Senado e governos estaduais. Acompanhe o quadro completo na matéria principal sobre as midterms.

Texto produzido às 23h de 2 de novembro com base em reportagem da CNN Brasil (publicada às 20h41 de 2/11/2026, lida na íntegra). As frases de Trump são as reproduzidas pela emissora; este portal não assistiu ao discurso.

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