EUA

Bancada progressista dos EUA cobra que Trump reconheça vitória de Lula

Em comunicado, o Congressional Progressive Caucus critica Trump e Flávio Bolsonaro por contestarem o resultado; a reportagem lida não traz resposta de Trump ou da Casa Branca.

O presidente Lula, à esquerda, e o presidente dos EUA, Donald Trump, à direita, sorriem para a foto em sala da Casa Branca
Lula e Donald Trump na Casa Branca, em Washington, em 7 de maio de 2026. Foto de arquivo: Ricardo Stuckert/Lula Oficial — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra a cobrança dos parlamentares democratas. Origem da fotografia. Condição de uso.

Um grupo de parlamentares democratas dos Estados Unidos cobrou, na sexta-feira (30), que o presidente Donald Trump reconheça o resultado da eleição presidencial brasileira. Em comunicado, o Congressional Progressive Caucus (CPC), bancada progressista com quase 100 integrantes do Partido Democrata, segundo o g1, criticou Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL) por questionarem a votação vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O texto é assinado pelo presidente da bancada, Greg Casar, pela vice-presidente, Ilhan Omar, e por Jesús García, responsável pela articulação política do grupo. É uma manifestação de parlamentares: não altera, por si só, a posição do governo americano.

O que diz o comunicado

  • Segundo o g1, os parlamentares afirmam que a parceria entre Trump e Bolsonaro para contestar o resultado “precisa acabar imediatamente”.
  • Exigem que os Estados Unidos se juntem aos demais países no reconhecimento do resultado das eleições brasileiras.
  • Criticam Flávio por ter dito, ao chegar à Flórida, que era o verdadeiro presidente eleito do Brasil, antes de mudar a declaração para líder do país.
  • Dizem que não vão tolerar tentativas de contestar resultados eleitorais, reverter a vontade dos eleitores ou interromper a transferência pacífica de poder nas duas maiores democracias do continente.
  • Afirmam que pretendem usar os instrumentos disponíveis no Congresso americano para defender a integridade das eleições nos Estados Unidos e combater o que chamam de interferência eleitoral de Trump em outros países.

Lula venceu o segundo turno, no domingo (25), com 4,4 milhões de votos de vantagem sobre Flávio, de acordo com o g1.

O que ainda não se sabe

A reportagem lida não traz resposta de Trump nem da Casa Branca ao comunicado. O g1 também afirma que os parlamentares reprovam falas do presidente americano que classificaram a eleição brasileira como fraudulenta e corrupta; este portal não localizou nem conferiu essas declarações na íntegra e as registra como relato do g1 sobre a crítica do grupo.

Não é a primeira cobrança de democratas ao governo Trump no caso. Em 28 de outubro, o g1 já havia noticiado críticas de integrantes do partido à concessão de vistos a Flávio, que deixou o Brasil dois dias depois do resultado, e, nesta sexta, a CNN Brasil revelou carta de 25 deputados democratas ao Departamento de Estado, com 15 perguntas sobre a viagem. O caso e as reações estão reunidos na cobertura da saída de Flávio para os EUA. Na diplomacia, o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio combinaram uma nova reunião antes da cúpula do G20.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias