O governo central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29), segundo reportagem do Poder360. Em setembro de 2025, o resultado havia sido um déficit de R$ 14,4 bilhões. A mediana das projeções do Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, indicava déficit de R$ 7,5 bilhões para o mês.
Acumulado do ano
De janeiro a setembro, o governo central acumula déficit primário de R$ 90,2 bilhões, contra R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025, uma redução nominal de R$ 10,1 bilhões. O governo central reúne Tesouro Nacional, Previdência Social (INSS) e Banco Central.
- Tesouro e Banco Central, juntos, têm superávit de R$ 213,1 bilhões no ano;
- a Previdência (RGPS) tem déficit de R$ 303,2 bilhões, a principal pressão sobre as contas.
Receitas e despesas
Na comparação com o mesmo período de 2025, já descontada a inflação, a receita líquida cresceu 6,5% (R$ 115,6 bilhões) e as despesas subiram 5,4% (R$ 102,1 bilhões) de janeiro a setembro. As despesas com a Previdência aumentaram R$ 31,7 bilhões (3,8%), as discricionárias, R$ 27,7 bilhões, e os créditos extraordinários, R$ 20,6 bilhões. Só em setembro, a receita líquida subiu 13,6% e as despesas, 2,4%, também em termos reais.
Limites da apuração
Os números foram lidos na reportagem do Poder360 (29/10/2026, 10h54), que cita o Tesouro Nacional; o relatório do Tesouro não foi consultado diretamente neste ciclo. O título da reportagem original fala em “rombo de R$ 90,2 bilhões em setembro”, mas o valor é o acumulado do ano: em setembro isolado, o resultado foi superávit. Resultado primário não inclui os juros da dívida.






















