O presidente russo, Vladimir Putin, mandou libertar o americano Stephen Hubbard, de 74 anos, ex-professor que passou mais de quatro anos em prisões russas sob acusação de lutar como mercenário pela Ucrânia, segundo o Guardian. A ordem foi dada em 21 de outubro, quando Putin recebeu o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, no Palácio Constantino, em São Petersburgo.
Trump havia pedido a soltura “diretamente” a Putin na semana anterior, segundo o próprio presidente americano. A libertação foi unilateral, e não parte de uma troca de prisioneiros, como ocorreu em casos anteriores. Na reunião, Witkoff agradeceu: disse que, por causa de Putin, Hubbard voltaria para a família; Putin pediu que o enviado agradecesse a Trump e à primeira-dama Melania Trump, segundo a nota oficial do Kremlin.
O caso
A BBC informa que Hubbard foi capturado em abril de 2022, quando soldados russos ocuparam Izium, no leste da Ucrânia, onde ele morava com a companheira ucraniana. Ele nega a acusação de mercenário. O Guardian avalia que a soltura parece um movimento calculado de Moscou para aproximar Trump da posição de Putin e dar ao presidente americano uma vitória diplomática antes das eleições de meio de mandato; trata-se de interpretação do jornal, não de fato confirmado.
A fala em que Witkoff chamou Putin de “humanitário” gerou críticas, tratadas em outra matéria do Os Poderes. A nota do Kremlin não detalha as condições da soltura.






















