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Lula reúne Durigan, Haddad e economistas; ajuste deve ficar para após a COP31

Encontro no Planalto, um dia depois da decisão do Copom, ocorre em meio ao debate sobre o ajuste fiscal do quarto mandato; Durigan diz que levará propostas ao presidente.

Montagem com duas fotos de arquivo: à esquerda, Lula e Fernando Haddad se cumprimentam na posse de Haddad como ministro da Fazenda; à direita, retrato do ministro Dario Durigan.
Montagem de duas fotos de arquivo: Lula e Fernando Haddad na posse de Haddad no Ministério da Fazenda, em janeiro de 2023 (Palácio do Planalto, CC BY 2.0), e retrato de Dario Durigan, de 2023 (Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda, domínio público). As imagens não registram a reunião desta quinta-feira. Origem da foto de Lula e Haddad. Condição de uso. Origem do retrato de Durigan.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para esta quinta-feira (5), no Palácio do Planalto, uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e economistas próximos a ele. O encontro ocorre em meio às discussões sobre novas medidas de ajuste fiscal e um dia depois de o Copom manter a Selic em 13,75%.

O que disse Durigan

Segundo o ministro, a reunião foi chamada pelo próprio presidente, que o avisou antes. Durigan disse não ter detalhes da pauta, mas que levará a Lula “cenários e propostas” sobre o que o governo poderá fazer nas próximas semanas. Questionado se o ajuste será anunciado ainda neste ano, respondeu que as medidas serão divulgadas, mas que a definição deve ficar para depois da volta do presidente da viagem à Turquia, para a COP31.

Quem foi chamado

Além de Durigan e Haddad, estava prevista a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-ministro Guido Mantega, do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A lista de presentes que de fato compareceram não foi confirmada nas informações consultadas.

O que mais o ministro disse nesta quinta

  • Meta fiscal: o governo promete um projeto para perseguir o centro da meta, e não o piso, em 2027, o que exigiria esforço adicional de R$ 36,6 bilhões.
  • Juros: Durigan disse que o quarto mandato deve dar os “corretos estímulos” para reduzir a taxa, sem comentar a decisão do Copom, e afirmou que o juro alto prejudica todos os setores.
  • Orçamento de 2027: o fim das bets reduzirá a arrecadação prevista do imposto do pecado e exigirá ajuste na proposta orçamentária; de janeiro de 2025 a setembro de 2026, a taxação das apostas rendeu R$ 15,3 bilhões, segundo a Receita. Para o ministro, o dinheiro que saiu das apostas vai para outras atividades e gera receita em outros tributos. A MP que vetou as bets precisa ser votada até 5 de março de 2027 para não perder a validade.
  • Reforma tributária: o ministro disse que a reforma começa em janeiro de 2027, apesar dos pedidos de adiamento.

O contexto

Segundo integrantes do governo, o grupo mais próximo de Lula nas conversas sobre economia é formado por Durigan, Moretti e Mercadante, e Haddad passou a ser consultado nesta quinta. Na terça-feira (3), Durigan havia dito que o presidente não se reunira com economistas de fora do governo e que o que se discute é um “ajuste gradual” que respeite os compromissos de campanha.

Lula evita indicar nomes para a equipe econômica do quarto mandato; aliados avaliam que ele só deve apontá-los a partir do fim do mês. O presidente também fará um pronunciamento no domingo (8).

O que ainda não se sabe

O conteúdo da reunião, as propostas de ajuste e quem comandará a Fazenda no próximo governo não foram divulgados. A imagem desta página é uma montagem de duas fotos de arquivo, de 2023, e não registra o encontro.

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