A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou ao mercado, neste domingo (8), que assinou na véspera o contrato de venda de ações da CSN Cimentos Brasil à Huaxin Building Materials Group, da China. O valor da empresa (enterprise value) acertado é de R$ 12,7 bilhões, sujeito aos ajustes usuais de fechamento, como os relativos à dívida líquida e ao capital de giro da CSN Cimentos na data da conclusão.
O anúncio foi feito por meio de Fato Relevante, assinado pelo diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores, Antonio Marco Campos Rabello. O documento remete a comunicados anteriores da companhia sobre o processo, de 15 de janeiro, 10 de agosto e 30 de outubro de 2026.
O que ainda precisa acontecer
A venda ainda não está concluída. A CSN informa que a conclusão depende de condições precedentes:
- aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade);
- anuência prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
- aprovações regulatórias aplicáveis na China.
A empresa diz esperar fechar a transação “tão logo” essas condições sejam cumpridas e não informou uma data.
Por que a CSN vende
Segundo a própria companhia, a operação é “uma etapa importante” da estratégia de reduzir o endividamento e equacionar a estrutura de capital. A CSN registrou prejuízo líquido de R$ 773 milhões no segundo trimestre de 2026, contra perda de R$ 130 milhões no mesmo período do ano anterior, e projetou em julho prejuízo de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre. A CSN Cimentos é a segunda maior produtora de cimento do país, e a CSN é a segunda maior exportadora brasileira de minério de ferro, atrás da Vale.
O Fato Relevante não detalha o destino dos recursos nem o uso previsto para a redução da dívida. A Huaxin é um grupo multinacional de materiais de construção, com atuação em cimento, concreto e coprocessamento de resíduos.
A foto é de arquivo, do complexo siderúrgico da CSN em Volta Redonda (RJ), em 2012: mostra a usina de aço da companhia, não a operação de cimentos vendida.





















