Brasil

Especialistas da ONU e Comitê da Meta apontam falhas da plataforma nas eleições

Carta cita tratamento desigual a contas de um dos candidatos; comitê independente diz que a Meta precisa fazer mais para garantir transparência e proteção ao discurso político.

Dois documentos divulgados na semana de 20 de outubro apontam problemas na atuação da Meta nas eleições brasileiras, segundo a Agência Brasil.

Carta de especialistas da ONU

Especialistas das Nações Unidas assinaram carta que aponta restrições à liberdade de expressão no Instagram, no Facebook e no WhatsApp. Eles dizem que observadores internacionais detectaram tratamento desigual das plataformas ao conteúdo das campanhas e que contas ligadas a um dos candidatos foram prejudicadas, com interrupções temporárias, engajamento e alcance severamente menores e a suspensão de milhares de perfis de influenciadores, jornalistas e criadores de conteúdo, quase todos do mesmo lado político. Uma carta do NetLab também questiona a derrubada de um perfil de Lula sob alegado controle contra notícias falsas.

Comitê de Supervisão da Meta

Em 20 de outubro, o Comitê de Supervisão da empresa, que atua de forma independente, afirmou ter constatado falhas recorrentes na aplicação das regras de integridade eleitoral sobre as eleições presidenciais brasileiras, e também preocupações com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo o comitê, essas falhas se manifestam por aplicação excessivamente rígida das regras, que suprime o discurso político, ou insuficiente, que compromete a integridade eleitoral.

No caso brasileiro, o órgão citou as restrições de impulsionamento na conta de anúncios de Lula e disse que a aplicação das políticas antifraude a ela deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas. Em manifestação ao TSE, a Meta nega tratamento desigual entre as candidaturas, como o Os Poderes informou em outra matéria.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias