Congresso

Alcolumbre mantém senador do PL na LDO e disputa votos da bancada de Marinho

Presidente do Senado oficializou Eduardo Gomes (PL-TO) na relatoria da LDO de 2027 e, nos bastidores, conta com ao menos três votos do PL; Marinho diz ter 40 e a eleição é em fevereiro.

Montagem de duas fotografias: à esquerda, o senador Davi Alcolumbre sorrindo; à direita, o senador Rogério Marinho falando a microfones.
Montagem com duas fotos de arquivo: Davi Alcolumbre (recorte de foto de 26/10/2026, Lula Oficial — CC BY-SA 4.0) e Rogério Marinho (3/12/2025, Agência Senado — CC BY-SA 4.0). As imagens não registram a disputa atual. Origem da foto de Alcolumbre. Origem da foto de Marinho. Condição de uso.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), oficializou o senador Eduardo Gomes (PL-TO) como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A escolha, anunciada na quarta-feira (5), é lida nos bastidores como parte da articulação de Alcolumbre para buscar votos dentro do PL na disputa pela presidência da Casa, marcada para fevereiro de 2027, quando o novo Senado tomar posse.

O que mudou na relatoria

Pelo acordo anterior, o PL ficaria com a relatoria da LDO e o MDB, com a da Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo a apuração de uma analista de política, Alcolumbre chegou a conversar sobre entregar a LDO ao PP, e o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi mencionado. A mudança seria vista como um aceno a outra candidata ao comando do Senado. Depois de novas conversas com integrantes do PL, o presidente manteve Eduardo Gomes.

A conta dos votos

A avaliação de bastidores citada na apuração é que Eduardo Gomes está cada vez mais próximo de Alcolumbre e não apoiou a tentativa de Rogério Marinho (PL-RN) de presidir o Senado. Alcolumbre contaria com três votos da bancada do PL que não migrariam para Marinho, e estimativas mais otimistas falam em quatro ou mais. O aceno, segundo a análise, não é ao PL inteiro, mas à ala mais ligada ao centrão.

Marinho afirmou, no lançamento de sua campanha, ter 40 votos garantidos. São necessários 41 dos 81 votos para vencer, e o PL deve ter cerca de 30 senadores no próximo mandato (19 deles eleitos em outubro), o que torna cada voto decisivo. Esses números são declaração do candidato e estimativa de bastidor, não contagem confirmada.

Voto aberto e racha no centro

Marinho defende que os senadores de direita revelem o voto, para evitar apoio velado a Alcolumbre. Em entrevista publicada na segunda-feira (2), disse que é “difícil justificar em público o voto no Alcolumbre”. A votação para a presidência do Senado é secreta.

A federação União Progressista (União Brasil e PP) anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre, mas integrantes do PP discordam, entre eles Tereza Cristina, que pretende disputar. Alcolumbre tem ainda o respaldo do governo Lula e de partidos do centrão.

O que falta

A eleição só ocorre em fevereiro. Até lá, os candidatos seguem em busca de apoios; o Os Poderes acompanha também o pedido da defesa de Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes para receber Marinho e Tereza Cristina, ainda sem decisão.

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