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Peña diz que enfrentará impeachment; Argentina nega ter registro de entrada

Senador paraguaio afirma que presidente deixou o país e pediu asilo a Milei; Casa Rosada diz não ter registro, e Peña promete colaborar com a Justiça sem dizer onde está. Votação no Senado deve ocorrer na sexta.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, sentado ao lado da bandeira paraguaia durante reunião bilateral em Buenos Aires
O presidente do Paraguai, Santiago Peña (à direita), em reunião bilateral com o presidente do Equador, Daniel Noboa, em Buenos Aires, em 10/12/2023. Foto de arquivo: Presidência do Equador — domínio público. A imagem não registra a crise atual. Origem da fotografia.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou nesta quinta-feira (5), em publicação no X, que vai se apresentar para se defender no processo de impeachment. A declaração veio depois de um senador da oposição dizer que ele havia deixado o país rumo à Argentina e pedido asilo ao presidente Javier Milei, e de o governo argentino negar ter qualquer registro de sua presença. A informação sobre a viagem e o suposto pedido de asilo é uma alegação de parlamentar e não foi confirmada.

O que foi dito

  • Alegação: o senador Antonio Rubén Velázquez (CDN) disse a jornalistas que Peña “segue sendo presidente” e que, pelo que ouviu, saiu do país sem comunicar e pediu asilo a Milei. A deputada opositora Johanna Ortega disse que, se confirmada a saída, seria uma segunda violação da Constituição.
  • Negativa: a Casa Rosada, sede do governo argentino, disse não ter “nenhum registro” de que Peña esteja na Argentina.
  • Resposta de Peña: sem informar onde está, ele escreveu que colaborará com as instituições para que se determinem responsabilidades, fornecerá as informações pedidas e irá se defender no processo.

Impasse sobre a renúncia

Peña anunciou sua renúncia na quinta, na iminência do impeachment, que a Câmara aprovou em seguida, por 78 votos dos 80 deputados. A sessão conjunta do Congresso que analisaria a renúncia foi suspensa por falta de quórum, depois de manobra da bancada governista. Com isso, ele segue formalmente presidente. A oposição defende que o Senado conclua o impeachment, para que ele perca o foro privilegiado vitalício; a senadora Blanca Ovelar, do partido de Peña, disse que a contagem preliminar indicava maioria contra aceitar a renúncia. O Senado abriu a sessão sobre o impeachment à noite, e a votação deve ocorrer na sexta-feira (6).

Se a renúncia for aceita ou o impeachment aprovado, o vice-presidente, Pedro Alliana, assume. O caso nasceu do colapso do Ueno Bank, banco digital com cerca de 3 milhões de clientes, em investigação do Ministério Público paraguaio; as acusações contra Peña são políticas e ainda não foram julgadas.

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