EUA

Harmeet Dhillon deixa Direitos Civis do Departamento de Justiça dos EUA

Aliada de Trump que chefiava a divisão e investigou universidades e cadastros eleitorais é uma das primeiras saídas de alto escalão depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato.

Harmeet Dhillon, de casaco vermelho, fala diante de um púlpito de acrílico em evento em Phoenix, Arizona
Harmeet Dhillon discursa no AmericaFest, em Phoenix (Arizona), em 20/12/2022. Foto de arquivo: Gage Skidmore — CC BY-SA 2.0. A imagem não registra o pedido de demissão. Origem da fotografia. Condição de uso.

A advogada Harmeet Dhillon, aliada do presidente Donald Trump e chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, pediu demissão. O anúncio foi feito na quinta-feira (5) pelo procurador-geral, Todd Blanche. É uma das primeiras saídas de alto escalão do governo depois da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3).

O que se sabe

  • O anúncio: Blanche disse que Dhillon “defendeu as liberdades civis de todos os americanos e aplicou a lei sem medo nem favorecimento”.
  • A gestão: ela supervisionou investigações sobre universidades, cadastros eleitorais e supostas violações da liberdade religiosa e deslocou o foco da divisão, antes voltado ao combate à discriminação racial e à fiscalização de polícias locais, para prioridades de Trump, como o direito ao porte de armas e o combate ao antissemitismo em campi.
  • As razões: Dhillon já havia dito à Bloomberg Law que queria voltar ao seu escritório de advocacia, o Dhillon Law Group. Duas pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que ela estava frustrada por ter sido preterida em promoções no departamento. Nem o governo nem Dhillon atribuíram a saída, nas fontes consultadas, ao resultado da eleição; a relação é cronológica.

O contexto

Na eleição de terça, os democratas retomaram a maioria na Câmara dos Representantes e, segundo a cobertura, garantiram o controle do Senado, ainda disputando vagas no Mississippi e no Alasca. Veja como a vitória democrata se reflete na pressão de Trump sobre o Brasil, segundo analistas, e por que, com Congresso de oposição, um impeachment de Trump esbarra nos 67 votos do Senado.

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