Com a vitória democrata nas eleições legislativas de 3 de novembro, a Câmara dos Representantes dos EUA passa a ter maioria capaz de abrir um terceiro processo de impeachment contra Donald Trump. Mas a condenação depende de dois terços do Senado, o que a bancada democrata sozinha não alcança. Uma análise sobre o resultado diz que o caminho é “mais simples” na Câmara, onde basta maioria simples, do que no Senado.
Como funciona
- Câmara: o impeachment (a acusação formal) é aprovado por maioria simples dos deputados presentes. Isso apenas abre o julgamento; não afasta o presidente.
- Senado: julga o caso, e a condenação e a remoção do cargo exigem dois terços dos senadores presentes; com os 100 senadores votando, são 67 votos. Os democratas passam a ter maioria no Senado, não esse patamar. Para chegar a 67, precisariam de ao menos 13 republicanos mesmo na hipótese de 54 cadeiras democratas, número que o Os Poderes registrou na apuração e que pode mudar com as disputas ainda abertas.
- Histórico: Trump foi alvo de dois processos de impeachment na Câmara, em 2019 e em 2021, e foi absolvido nas duas vezes pelo Senado.
Quando muda o jogo
O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro; até lá, os republicanos mantêm o controle das duas Casas. Com o controle da Câmara, os democratas também poderão barrar a agenda de Trump, abrir investigações sobre o governo e, com o Senado, bloquear indicações ao gabinete e à Suprema Corte, sem poder aprovar grandes medidas sem enfrentar o veto presidencial.
O que Trump disse
Em declarações à emissora americana CBS, Trump prometeu negociar acordos com os democratas e disse não querer ver, nos dois últimos anos de mandato, suas propostas serem rejeitadas. Depois, publicou na rede Truth Social uma foto do seu boné vermelho com a palavra “veto”. O presidente também afirmou que, se seu nome estivesse na cédula, os republicanos teriam vencido. Em sua primeira fala após a derrota, ele já havia tratado de impeachment e veto.
O que ainda não se sabe
Nenhuma fonte consultada informa que os democratas tenham anunciado a abertura de um processo, e a análise trata o impeachment como possibilidade, não como decisão. Parte das disputas legislativas segue sem resultado definido, e os números finais de cadeiras ainda podem mudar.






















