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Anvisa aprova Wegovy em comprimido; preço depende da CMED e não há data

É o primeiro medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1 liberado no país para obesidade e sobrepeso; a fabricante diz que chega às farmácias “nos próximos trimestres”.

Caneta injetável azul de semaglutida sobre superfície de papelão
Caneta injetável de semaglutida (Ozempic), vendida na China, em 30 de junho de 2023. Foto de arquivo: HualinXMN — CC BY-SA 4.0. A imagem não mostra o comprimido de Wegovy aprovado pela Anvisa. Origem da fotografia. Condição de uso.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (4) a versão em comprimido do Wegovy, medicamento para obesidade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. É o primeiro remédio oral da classe dos agonistas de GLP-1, a das chamadas “canetas emagrecedoras”, liberado no Brasil para obesidade e sobrepeso. Ainda não há preço nem data de lançamento.

O que a Anvisa decidiu

  • Princípio ativo: o comprimido tem a mesma semaglutida da caneta; muda a forma de uso, uma vez por dia em vez de uma injeção por semana.
  • Quem pode usar: adultos com obesidade (IMC igual ou maior que 30) e adultos com sobrepeso (IMC entre 27 e 30) que tenham ao menos uma doença associada ao peso, como hipertensão ou diabetes tipo 2, sempre com mudanças na alimentação e atividade física.
  • Trâmite: a fabricante pediu o registro em 30 de janeiro deste ano, e a decisão foi publicada no Diário Oficial da União pela Resolução 4.249/2026.
  • Troca entre formas: segundo a Anvisa, quem usa a caneta poderá passar para o comprimido, e o inverso, quando o médico considerar adequado.

Como é o tratamento

O tratamento começa com 1,5 mg por dia, e a dose sobe aos poucos, passando por 4 mg e 9 mg até 25 mg na fase de manutenção, contra 2,4 mg por semana na caneta; a dose é maior porque parte da substância se perde no sistema digestivo antes de chegar ao sangue. O comprimido deve ser tomado em jejum, com pouca água, e é preciso esperar ao menos 30 minutos para comer, beber ou tomar outros remédios.

O que falta para chegar às farmácias

Antes da venda, o remédio precisa ter um preço máximo fixado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal que define o valor-teto de todos os medicamentos vendidos no país. A Novo Nordisk disse apenas que o comprimido deve chegar às farmácias “nos próximos trimestres”; não informou previsão de preço nem se já pediu o valor à CMED.

No exterior

Os Estados Unidos aprovaram o comprimido em dezembro de 2025, e as vendas começaram em 5 de janeiro; para quem paga do próprio bolso, o preço vai de US$ 149 a US$ 299 por mês, conforme a dose. Os Emirados Árabes Unidos foram o primeiro país fora dos EUA a vender o remédio, em junho. O Reino Unido aprovou em junho e as vendas começaram em julho, em farmácias privadas. A União Europeia aprovou em julho, e a Alemanha foi a primeira do bloco a vender, em 1º de setembro. Segundo a fabricante, mais de 7 milhões de prescrições já foram dispensadas nos EUA.

A foto desta matéria é de uma caneta injetável de semaglutida de outra marca da mesma empresa, vendida na China, e não mostra o comprimido aprovado.

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