Assessores do presidente Donald Trump reconhecem, de forma reservada, que o resultado das eleições de terça-feira (3) foi tão favorável aos democratas que não preveem que o governo tente contestá-lo em larga escala, se é que tentará, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (4). A informação vem de fontes não identificadas e não há posição oficial da Casa Branca.
“Foi, essencialmente, uma vitória grande demais para ser fraudada”, disse um assessor, citado sem nome, em referência a uma expressão que Trump costuma usar para falar da própria vitória em 2024.
O que Trump e aliados fizeram antes da votação
- Dúvidas sobre o sistema: antes da eleição, Trump e aliados começaram a preparar o terreno para uma possível contestação. O presidente colocou em dúvida a integridade das eleições e, nos últimos meses, voltou a sustentar, sem apresentar provas, que o sistema está repleto de fraudes.
- Alasca: o Departamento de Justiça entrou preventivamente com uma ação para tentar impedir a certificação do resultado no estado caso o senador republicano Dan Sullivan não vencesse, porque outro candidato de mesmo nome estava na cédula (leia mais).
- Califórnia: Trump tentou forçar o estado a descartar milhares de votos que, segundo o Departamento de Justiça, poderiam ter sido dados por pessoas que não são cidadãs americanas. A Suprema Corte rejeitou a medida na segunda-feira (2), segundo a reportagem.
O que o próprio Trump disse
Nesta quarta, Trump afirmou que aceitará o resultado e trabalhará com os democratas, e também que vetará projetos que considerar “insanos” (leia mais).
O que ainda não está definido
O relato reflete a avaliação privada de assessores, e não uma decisão do governo. No Alasca, a contagem pode levar semanas, e o resultado de uma cadeira do Senado ainda não foi definido (veja o resumo da apuração). Projeções são estimativas de veículos de imprensa, não resultado oficial.






















