EUA

Casa Branca prepara decretos para manter agenda se democratas vencerem

Segundo a Reuters, assessores de Trump estudam tarifas, vistos e uso de verbas sem aval do Congresso; na véspera da eleição, o presidente chamou a disputa de a mais importante de nossas vidas.

Espelho d'água do Lincoln Memorial, em Washington, ao entardecer, com o monumento ao fundo.
Espelho d'água do Lincoln Memorial, em Washington, em 17 de junho de 2026. Foto de arquivo: G. Edward Johnson — CC BY 4.0. A imagem não registra o evento de Trump desta segunda-feira nem os planos da Casa Branca. Origem da fotografia. Condição de uso.

A Casa Branca prepara, desde abril, medidas para manter a agenda de Donald Trump em andamento caso os democratas conquistem uma ou as duas Casas do Congresso nas eleições de terça-feira (3), segundo a agência Reuters, citada pela Veja. O planejamento inclui decretos e outras ações executivas que dispensam aval dos parlamentares e a resposta a possíveis investigações do Legislativo. Os Poderes leu apenas o trecho aberto da reportagem da Veja; a apuração original da Reuters não foi lida.

O que estaria sendo estudado

Segundo a reportagem, as discussões envolvem o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, Russell Vought, e a equipe jurídica da Casa Branca. As propostas, ainda segundo a Reuters, tocam imigração, tarifas, custos de moradia e gastos federais, e incluem:

  • novas tarifas sobre minerais críticos e turbinas eólicas;
  • restrições adicionais a vistos para estudantes estrangeiros e trabalhadores temporários;
  • mudanças nas regras de distribuição de recursos públicos;
  • uso de verbas já autorizadas pelo Congresso para financiar prioridades do governo, com alteração dos critérios de concessão de subsídios federais, o que ampliaria a influência de indicados políticos sobre o dinheiro.

A principal preocupação da Casa Branca, segundo a agência, são as investigações parlamentares: advogados orientaram integrantes do governo sobre como responder a intimações, pedidos de documentos e convocações de comissões, e a equipe jurídica avalia mecanismos para proteger certas comunicações internas. Fontes ouvidas pela Reuters dizem que Trump foi informado dos preparativos e participou das discussões. Isso é o que a reportagem relata; a Casa Branca não é citada no trecho lido.

“Senhor do veto” e o discurso da véspera

Em entrevista ao podcast Pod Force One, do New York Post, Trump disse, segundo a Veja, que pretende se tornar “o senhor do veto” e poderia passar um ou dois meses barrando propostas democratas antes de negociar. O tema da promessa de vetos e do debate sobre indultos já foi tratado por Os Poderes. Nesta segunda-feira (2), em evento em Washington para marcar a reabertura do espelho d’água do Lincoln Memorial, ele classificou a disputa como “as mais importantes” das vidas dos americanos, segundo a reportagem.

O que está em jogo

Hoje os republicanos têm maioria apertada: 218 a 214 na Câmara e 53 a 47 no Senado, segundo a Veja. Para assumir o controle de cada Casa, os democratas precisam de saldo líquido de quatro cadeiras. As pesquisas apontam vantagem democrata na disputa pela Câmara; a do Senado é mais incerta. Com maioria, a oposição poderia bloquear projetos, dificultar indicações e abrir investigações. Trump manteria poderes executivos em comércio exterior, imigração e política externa, mas decisões unilaterais continuam sujeitas à Justiça, observa a reportagem.

Quadro geral: Véspera das midterms: democratas lideram, mas vantagem encolhe; Senado em aberto.

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