A Casa Branca prepara, desde abril, medidas para manter a agenda de Donald Trump em andamento caso os democratas conquistem uma ou as duas Casas do Congresso nas eleições de terça-feira (3), segundo a agência Reuters, citada pela Veja. O planejamento inclui decretos e outras ações executivas que dispensam aval dos parlamentares e a resposta a possíveis investigações do Legislativo. Os Poderes leu apenas o trecho aberto da reportagem da Veja; a apuração original da Reuters não foi lida.
O que estaria sendo estudado
Segundo a reportagem, as discussões envolvem o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, Russell Vought, e a equipe jurídica da Casa Branca. As propostas, ainda segundo a Reuters, tocam imigração, tarifas, custos de moradia e gastos federais, e incluem:
- novas tarifas sobre minerais críticos e turbinas eólicas;
- restrições adicionais a vistos para estudantes estrangeiros e trabalhadores temporários;
- mudanças nas regras de distribuição de recursos públicos;
- uso de verbas já autorizadas pelo Congresso para financiar prioridades do governo, com alteração dos critérios de concessão de subsídios federais, o que ampliaria a influência de indicados políticos sobre o dinheiro.
A principal preocupação da Casa Branca, segundo a agência, são as investigações parlamentares: advogados orientaram integrantes do governo sobre como responder a intimações, pedidos de documentos e convocações de comissões, e a equipe jurídica avalia mecanismos para proteger certas comunicações internas. Fontes ouvidas pela Reuters dizem que Trump foi informado dos preparativos e participou das discussões. Isso é o que a reportagem relata; a Casa Branca não é citada no trecho lido.
“Senhor do veto” e o discurso da véspera
Em entrevista ao podcast Pod Force One, do New York Post, Trump disse, segundo a Veja, que pretende se tornar “o senhor do veto” e poderia passar um ou dois meses barrando propostas democratas antes de negociar. O tema da promessa de vetos e do debate sobre indultos já foi tratado por Os Poderes. Nesta segunda-feira (2), em evento em Washington para marcar a reabertura do espelho d’água do Lincoln Memorial, ele classificou a disputa como “as mais importantes” das vidas dos americanos, segundo a reportagem.
O que está em jogo
Hoje os republicanos têm maioria apertada: 218 a 214 na Câmara e 53 a 47 no Senado, segundo a Veja. Para assumir o controle de cada Casa, os democratas precisam de saldo líquido de quatro cadeiras. As pesquisas apontam vantagem democrata na disputa pela Câmara; a do Senado é mais incerta. Com maioria, a oposição poderia bloquear projetos, dificultar indicações e abrir investigações. Trump manteria poderes executivos em comércio exterior, imigração e política externa, mas decisões unilaterais continuam sujeitas à Justiça, observa a reportagem.
Quadro geral: Véspera das midterms: democratas lideram, mas vantagem encolhe; Senado em aberto.






















