Brasil

Índice de popularidade digital mostra virada de Lula nas redes após o 1º turno

Segundo reportagem da Veja sobre análise da Quaest, o índice de Lula passou de 70,7 para 83,3 pontos em quatro dias e superou o de Flávio Bolsonaro; a relação com os votos é interpretação do instituto.

Lula e o deputado André Janones, lado a lado, de braços cruzados e com camisetas pretas com a frase Quem manda é o povo
O deputado André Janones e Lula, em 13/8/2022. Foto de arquivo: Ricardo Stuckert/Lula Oficial — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra a análise da Quaest nem a campanha de 2026. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Índice de Popularidade Digital (IPD) da Quaest mostra que Lula passou de 70,7 para 83,3 pontos em quatro dias, após o primeiro turno, e ultrapassou Flávio Bolsonaro nas redes. Os números constam de reportagem da Veja, em trecho aberto, sobre análise do instituto. O índice mede presença e engajamento nas plataformas digitais; não é pesquisa de intenção de voto.

Os números do índice

Segundo a Veja, o IPD foi desenvolvido pelo CEO da Quaest, Felipe Nunes, a partir de 175 variáveis, que medem fama, engajamento, mobilização, valência e interesse provocados por candidatos em sete plataformas: Facebook, Instagram, X, TikTok, Wikipédia, Google e YouTube.

  • Dia do primeiro turno: Flávio Bolsonaro, 80 pontos; Lula, 70,7. Nas urnas, o senador ficou à frente por 2,2 milhões de votos.
  • Quatro dias depois: Lula, 83,3 (alta de 12,6 pontos); Flávio, 80,4.
  • Véspera do segundo turno: Lula, 82,7; Flávio, 76,2. Lula venceu a eleição por 4,4 milhões de votos.

O papel de Janones

A reportagem atribui o salto ao período em que o deputado André Janones (Rede-MG) assumiu a coordenação da estratégia digital de Lula e a distribuição de “missões” no canal de WhatsApp Exército do Lula. A Veja afirma que a mobilização nas redes se retroalimentou com atos de rua organizados por movimentos estudantis e que Lula somou 10,4 milhões de votos entre os dois turnos, com redução histórica de abstenções, brancos e nulos.

Para Felipe Nunes, a esquerda “deixou-se coordenar” pela primeira vez no segundo turno, por causa do desespero provocado pela dianteira de Flávio na primeira rodada. Ele também cita a melhora da avaliação do governo com os gastos públicos e o medo da volta da família Bolsonaro como argumento central de Janones. A coordenação nas redes, segundo o CEO da Quaest, não existia antes no campo da esquerda, ao contrário do que ocorreu na campanha de Jair Bolsonaro em 2018.

Limites da leitura

A ligação entre o índice e os votos é interpretação da Quaest e da Veja: o IPD acompanha a atenção nas redes, e outros fatores, como os citados por Nunes, também pesaram entre os turnos. O restante da reportagem é restrito a assinantes e não foi lido.

O Os Poderes já mostrou que Janones diz que não será ministro de Lula e continuará na Câmara e que a esquerda quer regular redes e manter o Exército do Lula ativo.

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