EUA

Relatório da embaixada dos EUA vê vitória de Lula como definitiva, diz reportagem

Documento enviado ao Departamento de Estado diz que observadores não acharam irregularidades capazes de comprometer a eleição e que a prorrogação da votação não pesou no resultado.

Entrada da embaixada dos Estados Unidos em Brasília à noite, iluminada em azul e amarelo, com a bandeira americana ao fundo
Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, à noite, iluminada em azul e amarelo, as cores da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Foto de arquivo: Embaixada dos EUA no Brasil — domínio público. A imagem não registra o relatório citado. Origem da fotografia.

Um relatório da embaixada dos Estados Unidos no Brasil enviado a órgãos do governo de Donald Trump, como o Departamento de Estado, classifica a vitória de Lula no segundo turno como surpreendente, mas definitiva, segundo informação da Folha de S.Paulo reproduzida pelo O Globo na quinta-feira (30). O Os Poderes não teve acesso ao documento: a descrição abaixo é a da reportagem.

O que o relatório diz, segundo a reportagem

  • Observadores internacionais não encontraram irregularidades capazes de comprometer a eleição.
  • A prorrogação do horário de votação em duas horas, um dos pontos centrais da crítica de Flávio Bolsonaro ao resultado, não teve influência no resultado.
  • A Justiça Eleitoral e os observadores internacionais confirmaram o triunfo do candidato à reeleição.

O contraste com as falas de Trump

Segundo o O Globo, Trump, que manteve laços com a família Bolsonaro e já pressionou o governo Lula com sanções financeiras, disse sem apresentar provas que a eleição brasileira pareceu ter sido fraudada. Na quinta, ele afirmou que acompanhou a disputa, que não tomou partido a pedido de Lula e que o processo foi uma vergonha, citando a reação do mercado. Questionado se ligaria para parabenizar Lula, respondeu que sim.

A saída de Flávio e a cobrança de democratas

O jornal também relata que o jato usado por Flávio na saída da Argentina, com escala no Equador e destino aos Estados Unidos, foi organizado por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca, segundo o New York Times. Ainda de acordo com o NYT, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller quando o irmão foi intimado a entregar os passaportes. O Os Poderes não conseguiu confirmar essas informações de forma independente e não localizou manifestação da Casa Branca nos materiais lidos.

Um grupo de 25 deputados democratas, liderado por Sydney Kamlager-Dove e Dina Titus, enviou carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, com perguntas sobre o papel do Departamento de Estado na concessão do visto e na viagem. O Departamento de Estado não respondeu à imprensa americana sobre a carta, segundo o O Globo. O assunto já foi tratado em matéria anterior.

O que falta

O conteúdo integral do relatório não foi divulgado, e não há confirmação oficial do governo americano sobre ele. O Os Poderes leu a versão do O Globo, e não a da Folha, que originou a informação.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias